segunda-feira, 30 de julho de 2012

Skate, um legado do surfe

por Jorge Antonio Barros - Agência O Globo
Galera Instigada na Corrida Maluca de Skate no Rio De Janeiro.
Criado no início dos anos 60 por surfistas da Califórnia, nos Estados Unidos, num dia de mar flat, o skate está sempre sendo reinventado.

Desde que chegou ao Brasil no final dos anos 60, ele ganha adeptos em todo o país, onde 6% dos 44 milhões de domicílios têm algum praticante do esporte, segundo o DataFolha. No Rio, que tem hoje 29 pistas públicas, o índice sobe para 8%. Mais recentemente, no início dos anos 2000, os longboards - versão maior da prancha sobre rodas - ajudaram a atrair ainda mais adeptos, sobretudo mulheres e os skatistas das primeiras gerações.

Como um esporte radical urbano, o skate incorporou valores libertários e, em alguns momentos, transgressores. Nos anos 80, cidades americanas chegaram a proibir a prática em locais públicos. Na época, nasceu o slogan "Skateboard is not a crime" (Skate não é crime). Foi uma reação ao crescimento do "street", estilo que se apropria de espaços públicos e privados, como calçadas e muros. Também surgido na Califórnia, o estilo vertical incorporou rampas, paredes e bowls (pistas abauladas).

O designer e pesquisador Tiago Cambará Aguiar, um dos autores do livro "Skate, Skatistas e Questões Contemporâneas", da editora da Universidade Estadual de Londrina, observa que o skate já foi muito ligado ao grafite, à pichação, ao punk e ao hip-hop:
- Hoje não dá mais para criar estereótipos em torno dele. É um esporte que atrai várias tribos urbanas e diversas faixas etárias.

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