segunda-feira, 23 de julho de 2012

Ventos e Velas - Brasil tem o melhor desempenho entre os países americanos no Mundial da Juventude

por MariPeccicacco 
Equipe brasileira no Mundial da Juventude
São Paulo (SP) - A nova geração da vela brasileira encerrou o Mundial da Juventude da ISAF com bom desempenho. O sétimo lugar na classificação por nações é o melhor resultado de um país da América na competição disputada em Dublin, na Irlanda. Os atletas nacionais de até 19 anos ficaram entre os 10 primeiros em quatro classes. Destaque para Martin Low e Kim Vidal, que faturaram o bronze na SL16. A dupla foi campeã mundial em 2011 na Croácia e volta a subir ao pódio. Os outros resultados positivos foram Ricardo Paranhos/Patrick Essle (420) em quarto, Maria Cristina Boabaid (Laser Radial) em sexto e Yago Carvalho (RS:X) em sexto.

Os demais brasileiros na competição foram Antônio Aranha e Phillip Essle (29er) em 22º lugar, Viviam Alencastro/Marcela Moura(420) em 15º lugar, João Oliveira (Laser) em 15º lugar e Wendy Soares (RS:X) em 21º lugar. A Inglaterra teve o melhor resultado na somatória dos pontos, seguida por França e Itália.
A medalha de Martin Low e Kim Vidal na SL16 é a 13ª brasileira na história do Mundial da Juventude. Ao todo são cinco de ouro, duas de prata e seis de bronze. No hall dos campeões, estão Ricardo ‘Bimba’ Winicki (Mistral), Robert Scheidt (Laser) e a parceria de 420 Martine Grael/Kahena Kunze.
O superintendente da CBVM, Ricardo Baggio reforça. “O Brasil sempre foi bem no Mundial da Juventude e depois nas classes olímpicas. Historicamente, os velejadores que conquistaram medalhas continuam e acabam ingressando nas equipes olímpicas”. Mesmo assim o dirigente faz um alerta: “Para 2016 poderá acontecer alguma renovação, mas é prematuro indicar que algum destes jovens estará nos Jogos do Rio de Janeiro. O velejador deve ser extremamente talentoso, acima da média; pois na vela olímpica, a ‘estrada’ é bem árdua e difícil”.
O treinador Archimedes Delgado explica que a raia de Dublin foi técnica e difícil. “As flotilhas andaram muito juntas durante todo o tempo. O evento foi muito bem organizado e com uma estrutura impecável”. Eduardo Melchert, também treinador da garotada, reforça a afirmação do companheiro de equipe. “Os ventos em Dublin foram predominantemente rondados. Aos poucos, o grupo foi se entrosando com o sistema e isso ajudou”.
“O campeonato foi muito legal com nível altíssimo. Não teve nenhuma tripulação que não sabe o que estava fazendo. Qualquer errinho nas regatas custava muitas posições na tabela. Cumprimos nosso objetivo de top 5″, conta o proeiro Patrick Essle.


Coluna Murillo Novaes

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