segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Futebol - Frustração olímpica

Por Redação SurfBahia
Com tantas estrelas e estrutura milionária - diferente de outros esportes no Brasil - seleção olímpica deixa a desejar contra rivais de menor gabarito. Foto: Marcelo Bolão
Em clima de despedida dos Jogos Olimpícos de Londres e a quatro anos da próxima edição, no Rio de Janeiro (RJ), o portal SurfBahia abriu uma exceção para que os internautas possam discutir um momento marcante do esporte brasileiro.


Em texto publicado pelo portal R2cpress, o ilheense Alberto Barretto - ex-triatleta e atual professor de Educação Física - faz um desabafo a respeito do desempenho frustrante da seleção brasileira de futebol na Olimpíada e questiona a falta de investimento em outros esportes.

"Dizem que todo time começa com um grande goleiro. A seleção brasileira atual começa com, segundo a imprensa, o grande Neymar, e não fosse pelo caminho de adversários sem tradição (Egito, Bielorrússia, Nova Zelândia, Honduras e Coréia do Sul) sequer chegaria à prata.

Estou esperando, sinceramente, uma retratação da imprensa, que poupa Mano, Neymar, o futebol arte de tantos fiascos, de qualquer crítica.

Queriam mudar tudo, disseram que Neymar teria nos dado o título na última Copa - tivesse Dunga o levado -, e esse jogador de drible fácil, é verdade, apaga em grandes decisões ou jogos com adversários mais gabaritados. E olhe que o México jogou sem seu principal astro.

E agora, é desse jogador que dependemos para 2014? Essa “seleçãozinha” de Mano consumiu dinheiro que, se investido em esportes individuais, nos deixaria na condição de potência olímpica. Ficaram em hotéis cinco estrelas, não usaram o restaurante comunitário dos outros atletas nem ônibus coletivos ou transporte público.

Parecido com os atletas do Drem Team americano do Estados Unidos de basquete, mas só parecido. A diferença é que os americanos, embora não tenham ficado na Vila, visitaram o local, almoçaram com os atletas do seu país, se integraram e até pegaram o trem para acompanhar partidas, enquanto os brasileiros nas folgas não estavam nem aí para o time olímpico brasileiro.

A medalha de prata é bem vinda, mas o preço dela, com tantos medalhões em uma estrutura milionária, é muito grande e não tem o valor de uma Sarah Menezes do judô e seus 3.100 reais de bolsa, assim como de outros brasileiros que brilharam nesta Olimpíada.

Confesso que estou feliz, pois nosso primeiro ouro não poderia vir desse bando chefiado por um protegido da imprensa que investe no malabarista Neymar, de toque e futebol refinado, sem dúvida, mas que não conseguiu fazer o pouco que precisaríamos para bater adversários olímpicos de menor gabarito.

Nos serve só o registro da medalha; o resto podemos esquecer!".

Alberto Barretto Kruschewsky
Professor Ms. Educação Física
DCS / Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)
(36323956/99667204)


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