terça-feira, 20 de novembro de 2012

Triathlon - Dez Perguntas para: Fátima Figueiredo (Presidente da Fetriece)

Por Fetriece
Quando a senhora começou suas atividades à frente da Fetriece esperava que ele tomasse esta dimensão, o de amplo reconhecimento  nacional?
Estou à frente da Fetriece, como presidente da Fetriece, desde 2000, mas colaborava com o triathlon cearense desde 1990, antes mesmo da fundação da Federação. A partir do primeiro dia tinha como meta aumentar a quantidade de atletas no nosso Estado, que eram somente 12 federados. Hoje são mais de 450, sem contar os atletas avulsos onde ultrapassamos os 800 atletas. Queria tornar o esporte conhecido em nosso Estado pois toda vez que falava em triathlon as pessoas entediam teatro (risos). Tinha também como meta dar representatividade ao triathlon do Ceará em todo Brasil, fazê-lo ser respeitado.

O que sentiu ao ver seus projetos merecerem a principal reportagem de uma edição do Globo Repórter?

Fiquei muito orgulhosa. Foi gratificante ver que projeto social da nossa Federação estava saindo do âmbito local para o nacional por meio  de um programa de grande audiência mas acima de tudo de dar oportunidade às pessoas para que elas vissem que por meio do esporte a vida de crianças e adolescentes poderia ser diferente, ter uma opção que não fosse a marginalidade.
Que em qualquer lugar, mesmo sendo uma cidade do sertão do Ceará, como foi Choró Limão ou uma favela da 5ª maior capital do país as pessoas podem ter oportunidade na vida. A consequencia da matéria é que mais crianças nos procuraram além de pessoas que quiseram nos ajudar.

Qual a importância destaca do trabalho nos núcleos? E dos seus monitores e colaboradores?
Queremos diminuir a ociosidade dessas crianças. Tirá-las das ruas para que não fiquem expostas às coisas ruins que são oferecidas o tempo todo, as tentações do mundo. Quando as crianças chegam nos núcleos, nós fazemos uma avaliação caso por caso, fazemos também o acompanhamento escolar, familiar e técnico. Os diretores e monitores, que já estão comigo desde o inicio da minha gestão, é que fazem esse acompanhamento, no dia a dia, dando total atenção como se fossem seus filhos.

Como destaca a atuação da sua filha Tércia Fiqueiredo?
A Tércia além de minha filha é uma profissional super competente, é mestre em Educação Física e praticou triathlon por muitos anos, o que a faz ter um know how espetacular. Trabalha comigo voluntariamente e mesmo morando em Minas Gerais, ela faz o acompanhamento dos meninos do projeto, passando treinos, dando palestras, cursos, chefiando delegação, sempre que tem oportunidade está aqui em Fortaleza junto comigo.

Tem idéia de quantos jovens já passaram pelos seus projetos sociais?
Muitos já passaram, assim que abrimos o projeto, eram mais de 1600 crianças e adolescentes da capital e interior. Até hoje acho que mais de 5 mil atletas já passaram nos projetos.

Se arrependeu alguma vez de tamanha dedicação ao esporte?
Nunca me arrependi e se tivesse que começar do zero, faria tudo novamente.

Ainda dá para descontrair um pouco à frente da Fetriece ou as responsabilidades deixaram as coisas um pouco mais pesadas?
Sei dividir bem as minhas responsabilidades como presidente e mãe de família. Tenho hora pra tudo, para as reuniões do triathlon para as reuniões e almoços de família, saber como estão os atletas, como estão os filhos e netos. Em época de competição me torno uma  triatleta para dar conta de tudo, mas no final dá tudo certo e já fico pronta pra outra (risos).

Por gentileza nos conte algo curioso que tenha ocorrido nos bastidores da entidade? 
E as viagens são bem legais, não é mesmo?
As viagens são sempre muito divertidas, sempre que posso acompanho a delegação, logicamente que como são muitos meninos alguns são mais danados que os outros (risos), então já viu né? São muitas historias que hoje são divertidas, mas na hora nem tanto. Mas duas, em particular, gostaria de contar.
 

Em 2010 uma delegação com mais de 50 atletas estava indo competir em Belém, ao chegar lá, seis garotos do projeto saíram escondidos da chefe da delegação e foram ao mercado da cidade e compraram revolver de brinquedo, que faz barulho com a espoleta.
No caminho de volta até o local onde estavam hospedados, eles levaram azar e foram abordados por uma viatura policial. Os garotos ficaram em pânico, pois, já iriam para a delegacia já que os policiais não acreditaram que eles eram do Ceará e estavam na cidade para competir. Após certa confusão, os policias acabaram confirmando a versão dos meninos, mas antes de liberá-los, deram duas voltas com eles presos dentro da viatura para que eles aprendessem a lição (risos).
Outra que lembro bem foi em 2011, retornando de uma competição em Vitória (ES), a delegação com mais de 50 atletas estava com infecção intestinal e pararam na primeira cidade que viram na estrada. Como era uma cidade muito pequena e o hospital não tinha como atender a todos, toda a cidade acabou se mobilizando e ajudando a delegação que chegou não muito bem em Fortaleza mas chegou (muitos risos)...

Até onde a Fetriece quer chegar?
A Fetriece que ter uma sede própria com estrutura necessária para apoiar o atleta tanto na parte da natação, musculação, fisioterapia, sempre dando total suporte. Buscar num futuro próximo assumir a presidência da Confederação Brasileira de Triathlon para enaltecer ainda mais o  triathlon nacional.  

Como avalia 2012?
O ano de 2012 foi altamente produtivo, conseguimos realizar com êxito todas as provas do calendário, consolidamos os nossos portais de acesso por meio do site, blog, Facebook e Twitter onde tivemos mais de 150.000 acessos. Ressocializamos mais de 800 meninos dos nossos projetos sociais. Tivemos aumento considerável de atletas federados, onde em 2011 eram 337 e esse ano já são mais de 450. Vários atletas representaram o Ceará em competições internacionais. Estamos liderando atualmente o quadro de Medalhas da

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