sexta-feira, 3 de maio de 2013

Futebol de Areia - ´Galácticas´ do aterro

Fonte Diário do Nordeste
As meninas do ´Racha de Saltinho´ correndo para relaxar do stress. Fotos: Kid júnior
Te cuida Bayern! As meninas do "Racha de Saltinho", que se reúnem duas vezes por semana para jogarem futebol de areia de "travinha" no Aterro da Praia de Iracema, estão a fim de se tornarem "as galácticas do aterro".


Dezoito jogadoras, a maioria profissionais liberais, invariavelmente às segundas e quartas-feiras se reúne para bater um racha de futebol de areia com ´travinha´
Brincadeiras à parte, o grupo formado por Alana Andrade, fotógrafa; Jade Romero, secretária municipal de participação popular; Lúcia Mendes, advogada; as irmãs Amanda e Grace Pedrosa, dentistas; Juliana Lima, advogada; Edite Coffe, médica; Cassiane Alves, fisioterapeuta; Thaís Guimarães, arquiteta; as irmãs Glória e Gabi Matos; Raquel Oliveira, engenheira de alimentos; Adriana Landim, dentista; e a historiadora Eliene Magalhães há quase um ano, às segundas e quartas-feiras, às 20h, bate um "racha" no aterro da Praia de Iracema, sob a orientação do professor de Educação Física, o treinador Luciano Miranda.

E na segunda-feira passada, 29, encontramos a galera do "Racha de Saltinho" se preparando para mais um treino. "O futebol de areia, para nós, funciona, além de hobby, como atividade para melhorar a parte física, além de contribuir para fazermos novas amizades", comenta Alana Andrade.



Ao lado dela, Jade acrescenta que "é uma importante e saudável iniciativa a prática de atividade esportiva para ocupar um espaço público como o Aterro da Praia de Iracema".

Alana lembra que algumas das meninas complementam o futebol de areia com exercícios na academia. "Uma vez por mês, jogamos futebol society. E depois do racha no aterro nos reunimos em um restaurante para conversar, colocar o papo em dia".

Democracia

No grupo "Racha de Saltinho" não há estrelismo. Na hora em que a bola começa a rolar, todas as atletas, divididas em dois times, têm que necessariamente tocar na bola. Essa é uma regra estabelecida pelo técnico.

"No nosso racha não há individualismo. Todas têm de participar e cumprir os fundamentos de defesa, ataque, passe. E quando isso não ocorre, o treinador para o treino", observou Gabi, apontada como a mais habilidosa do grupo, assim como a irmã Thaís. Gabi chegou a jogar futebol de salão no CAIC Maria Alves Carioca, do Bom Jardim.

A dentista Amanda ressalta que o racha é um momento para distração, uma terapia. E Cassiane ratifica: "o único compromisso do nosso grupo é com a saúde e amizade". Apesar de contar com 18 atletas, há sempre meninas procurando vaga no racha. "Nós temos até lista de espera e na época das férias a procura aumenta", enfatizou Alana.

O homem que comanda as meninas do "Racha de Saltinho" é um ex-jogador que atuou nos juvenis do Ferroviário e Fortaleza; jogou no Guarany (S); Calouros do Ar; e passou pelo América de Morrinhos/GO. "Na verdade, temos dois grupos no futebol de areia. As meninas do ´Racha de Saltinho´, que treinam das 20h às 21h. E das 21h às 22h entram em ação as meninas do ´Racha de Sainha´, hoje com 16 atletas".

"Nosso grupo é aberto. As meninas praticam o esporte de forma lúdica, sem preocupação com alto rendimento. Aqui a máxima é despender energia e combater o stress", conclui Luciano

Objetivos
"Despender energia e combater o stress, além de reforçar a amizade são os lemas das meninas do ´Racha de Saltinho´".
Luciano Miranda
Treinador e educador físico

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MOACIR FÉLIX
REPÓRTER 

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