terça-feira, 25 de junho de 2013

Bodyboard - Cearasurf com Fábio Rodrigues

PorKelen Tostes.
Fábio Rodrigues (CE) - Foto: Arquivo Pessoal do Atleta.
Atleta Freeboard fala sobre o circuito mundial e objetivos para 2013.
O Cearasurf bateu um papo descontraído com o bodyboard Fábio Rodrigues, atleta Freeboard e local da Praia da Taíba que começou o ano de 2013 focado no Circuito Mundial. Fabinho contou para a nossa redação um pouco da sua experiência no Hawaii, Chile e Rio onde participou de algumas etapas do Mundial Focado em 2013
Após um mês e meio viajando e competindo, finalmente cheguei em casa. Como já estamos no meio do ano, venho aqui dividir com vocês como foram esses primeiros 6 meses de 2013.
Fábio Rodrigues (CE) - Foto: Arquivo Pessoal do Atleta.
Bom, este ano resolvi me focar totalmente no circuito mundial, em busca de uma boa colocação no ranking do GQS e para talvez no final do ano me qualificar para a elite mundial. Com essa meta fui em janeiro para Recife, na tentativa de tirar o visto americano e chegar um passo mais perto ao meu sonho de infância: Hawaii! Consegui o visto sem problemas, e graças a agencia Bioboard Viagens que me deu uma força com a passagem e ao meu patrocinador Freeboard que confirmou a nossa parceria para 2013, eu estava 2 semanas mais tarde sentado no avião em direção Honolulu.
Realização de um sonho
Chegando ao Hawaii fui direto para o North Shore, me hospedei em um Backpackers e aluguei uma bicicleta para me locomover para os picos. As primeiras caídas em Pipeline foram bem tensas, além do tamanho e da força da onda, tem o Reef afiado e raso só esperando você vacilar. E claro, não vamos esquecer do crowd imenso... uma coisa que você não quer, é rabear um local né!
Chegou a hora da IBA Pipe Challenge, 1a etapa do circuito mundial, e após uma semana de muito surf já estava me sentindo bem mais confiante na água. Graças a minha colocação no ranking brasileiro caí só no quarto round do evento. Consegui passar duas fases antes de ser eliminado, ficando com 17° lugar no GQS. Fiquei contente com o resultado, pois consegui pegar boas ondas nas baterias e mostrar meu potencial.
Depois do campeonato passei mais duas semanas no North Shore, morando na casa de um amigo havaiano (obrigado Happy), fazendo uns trabalhos como jardineiro e claro aproveitando as ondas em vários picos da região.
Hawaii foi inesquecível, peguei os melhores tubos da minha vida, levei umas vacas sinistras, tive stress com local em Rocky Point, conheci gente do mundo todo no Backpackers, tudo isso e muito mais lembranças estão deixando um gosto de quero mais, talvez próximo ano.
Próximo destino, Chile
Chegando em casa passei 2 meses em uma grande correria, pois o Hawaii além de boas lembranças, também deixou muitas contas para pagar...risos. E claro, também não pude deixar para trás meus treinamentos, pois em maio já estava embarcando novamente, para as próximas 3 etapas do circuito mundial. Desta vez o destino foi Arica no Chile, lugar de água gelada e ondas pesadas e perigosas. Com certeza não é um dos meus lugares favoritas, mas é uma etapa importante no tour. Fui eliminado nas quartas de finais dos Trials, uma fase antes da qualificação para o evento principal. Mas com este 13° lugar somei pontos importantes para o ranking do GQS.
Depois que terminou a Arica Chilean Challenge, pegamos um ônibus para Antofagasta, uma cidade portuária, localizada no deserto de Atacama. O lugar é rico em minérios, pois encontra-se entre o oceano e a cordilheira dos Andes.
Na praia já estava tudo pronto para a 1° etapa do GQS, que começou no dia seguinte. Ainda fiz 2 freesurfes para conhecer as ondas  que estavam em torno de um metro com fundo de pedra. Percebi logo que a leitura da onda era muito difícil, se pegasse a onda certa ela dava oportunidade para mandar boas manobras, mas muitas vezes pegava uma onda aparentemente boa que acabava dando em nada. E foi assim na minha bateria. Peguei minha primeira onda depois de ter passado 10 minutos da disputa, ela era boa e consegui mandar um aéreo, que me deixou precisando apenas de um 4 para me classificar. Parece fácil, mas as ondas não queriam subir para mim, e para piorar estava sendo marcado pelo português que sabia que eu poderia virar com qualquer onda. Acabei sendo eliminado. Não fiquei feliz com meu resultado e espero fazer melhor nas próximas etapas para descartar essa pontuação.
Itacoatiara Pro
Estava na hora de voltar para o Brasil, Itacoatiara era a última parada dessa viagem e palco da quarta etapa do circuito mundial. O lugar é muito bonito e possui uma das melhoras ondas para a prática de bodyboarding no nosso país. Nos primeiros dias o campeonato foi adiado, pois estávamos esperando a entrada de um novo swell. Aproveitamos o tempo treinando, mesmo na marola e fazendo passeios desfrutando a natureza de Itacoatiara. Após 2 dias o mar deu uma subidinha de leve, e o evento começou. Mas infelizmente mais uma vez acabei sendo eliminado nas quartas de finais ficando com 9° no GQS. Foi a segunda vez que bati na trave e perdi a qualificação para o evento principal por uma bateria.
Fiquei chateado na hora, é difícil correr atrás do GQS, pois os gastos com as viagens e as inscrições são altas, e mesmo que os pontos que importa pro ranking são os dos Trials, dinheiro mesmo você só ganha no evento principal. Então mais uma vez cheguei em casa e já estou na correria para me livrar das contas, mas é assim mesmo, o que não pode é desistir.
Próximos destinos
Estou agora em 16 no ranking geral do GQS, os primeiros 8 se qualificam para a elite mundial no final do ano. Então ainda estou com chances, treinar mais e tentar melhorar os resultados. Os próximos eventos vão ser em setembro, Sintra - Portugal e Rio, são 2 etapas do GQS que serão muito importantes para mim, espero me dar bem e poder descartar o resultado de Antofagasta.
Gostaria agradecer aos meus patrocinadores, Freeboard, Air Bodyboards e Invertt, pois sem eles, tudo isso não seria possível, obrigado também ao Cearasurf pelo espaço. E galeraDesisitir Nunca!




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