sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Surf - A Lua que nos protege, LEITURA DE ONDA

Por Tulio Brandão - Fonte Waves
A suave influência da Lua no Planeta Terra não é suficiente para provocar alterações visíveis no continente, mas mexe com aquilo que é mais fluido e belo no planeta: o mar. Foto: Roberta Borges.
Ela está sempre lá. Brilhante ou escondida, sorridente ou imponente. Nós, cá com nossas confortáveis rotinas urbanas, por pouco não ignoramos a sua existência. Mas ela segue firme, iluminada, influenciando silenciosa e decisivamente as nossas vidas.


Aos surfistas, ela dá um grande presente: a variação de marés. O pequeno satélite, com 27% do diâmetro da Terra, dá o seu jeito de modificar, com um sutil puxão gravitacional, o Planeta Terra. Sua suave influência não é suficiente para provocar alterações visíveis no continente, mas mexe com aquilo que é mais fluido e belo no planeta: o mar.

Em interação com o Sol e a Terra, ela gera a variação das marés. A cada dia, sua força gravitacional, combinada a outras variáveis, provoca alterações da altura da superfície livre do mar, gerando as marés. Quando há uma soma positiva da influência de Lua e Sol sobre a Terra, essas variações aumentam. Chamamos este fenômeno, que ocorre nas luas Nova e Cheia, de maré de sizígia.

Quando, somado a este cenário, há o que os astrônomos chamam de Super Lua, fenômeno menos frequente que ocorre quando o satélite está na faixa mais próxima da Terra, o efeito sobre as marés é ainda maior.

Em janeiro de 2014, o universo nos dará de presente duas Super Luas combinadas com maré de sizígia em apenas um mês, amplificando consideravelmente a variação das marés. O fenômeno acontecerá no dia 1º e no dia 30.

Portanto, prestem atenção: as marés serão acentuadamente altas e baixas, provocando variações de profundidade no mar que podem gerar condições raras para o surfe.

Se, somado a esse fenômeno, ainda aparecer um swell mais tempestuoso, as condições podem ficar ainda mais especiais, pelo menos para nós, surfistas, que sempre adoramos a Lua.

Se nada disso acontecer, se os efeitos do fenômeno alegrarem apenas os cientistas, a Lua terá sempre, a seu lado, a poesia e o encantamento. Aí, fico com uma das marchinhas cantadas no carnaval de 1961, que encerra o assunto: “Todos eles estão errados, a Lua é dos namorados.”

Feliz ano novo a todos!

Saiba mais sobre o fenômeno neste link: Earthsky.org.


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