quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Surf - A lycra do medo, Tulio Brandão comenta expectativa para o Billabong Pro Tahiti 2015.

Por Tulio Brandão - Fonte WAVES
Gabriel Medina e Bede Durbidge durante o Billabong Pro Tahiti 2014. Foto: © ASP / Kirstin
Este ano, especialmente pela fase esplêndida, incluo na lista Julian Wilson. Surfou muito bem em Fiji e, se repetir a linha e os tubos em Teahupoo, vai longe. E ainda me lembro de Jeremy Flores, outro em grande forma em Fiji, que surfa com excelência as ondas mais assustadoras do mundo. Não dá para se esquecer dos gigantes Mick Fanning e Joel Parkinson, que embora não sejam especialmente brilhantes na onda taitiana, também surfam com precisão ali. 

O time brasileiro chega fortíssimo. Além de Gabriel, que está faminto para defender o título e domina a onda taitiana,  o país tem o excelente Wiggolly Dantas, especialista na onda; o ninja Ítalo Ferreira, que vem surpreendendo o  mundo nos destinos “prime”; o atirado e vibrante Jadson André; e o líder Adriano de Souza, que, determinado, já está há bastante tempo treinando no Taiti. Filipinho Toledo tem a missão de provar evolução na bancada de Teahupoo, depois de se ausentar ano passado por conta de uma lesão. Miguel Pupo domina a arte do tubo – vide a onda de pôster de Pipeline surfada há um par de anos. Basta um pouco mais de sangue nos olhos para voltar a vencer, como sempre. O lugar dele não é na zona intermediária. Concentrado, não sai do top 10.  

Por último, mas não menos importante, o craque Bruninho Santos, que, sem nenhum exagero, integra a tal lista seleta dos melhores surfistas do mundo naquela onda. Vencedor em 2008, ele mais uma vez furou o bloqueio das triagens para buscar vitórias no evento principal. Pode surpreender. É pena que, devido ao seed, ele esteja escalado logo na primeira fase para enfrentar o líder Adriano.

Torço muito que um swell magnífico encoste na bancada. Afinal, nós, que estamos aqui no conforto do sofá, queremos mais é que os surfistas remem em paredes verticais e vençam, de modo magnífico, o velho medo.

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