terça-feira, 10 de novembro de 2015

Surf - São Paulo Open of Surfing em São Sebastião, Miguel Pupo é o campeão

Por: João Carvalho
Em casa, Miguelito faturou o QS 10000 e, de quebra, sua permanência na elite em 2016. Foto: © WSL / Smorigo
O confronto Brasil x Austrália que vai decidir o título mundial no Havaí, com Filipe Toledo, Adriano de Souza e Gabriel Medina contra Mick Fanning, também definiu o campeão do Oi HD São Paulo Open of Surfing em São Sebastião. No domingo de ótimas ondas de 4-6 pés e praia lotada em Maresias, Miguel Pupo levantou a torcida ao garantir em casa a sua permanência na elite dos top-34 da World Surf League pelo WSL Qualifying Series. Para completar a festa, Pupo faturou o título do QS 10000 de São Sebastião derrotando o australiano Davey Cathels na final e até o campeão mundial Gabriel Medina correu pela praia para abraçar o amigo, que assumiu a quarta posição no ranking e embolsou 40 mil dólares pela vitória em Maresias.

“Caramba, foi uma semana muito difícil pra mim, mas vim aqui afim de quebrar tudo e por sorte eu consegui”, disse Miguel Pupo. “A minha mãe me pediu pra trazer uns troféus novos esse ano, mas só tinha conseguido um terceiro lugar nas Ilhas Açores (PRT) que era um troféu pequeno, então acho que ele está bem feliz porque esse aqui é bem maior (risos). Foi demais confirmar minha vaga no CT aqui. Eu coloquei muita pressão em cima de mim no início do ano pra lutar pelo título mundial depois da vitória do Gabriel (Medina), mas as coisas não aconteceram como eu queria e agora já precisava de resultados para me manter no Tour. Bom que consegui aqui e vou poder ir pro Havaí mais relaxado pra surfar meu melhor lá”.
Miguel Pupo à vontade em Maresias, São Sebastião (SP). Foto: © WSL / Smorigo
A grande final começou as 12h30 com a Praia de Maresias lotada e sem chuva, com o céu até clareando em São Sebastião pela primeira vez na semana. A bateria entrou no mar depois do Banco do Brasil Heritage Heat, reunindo cinco brasileiros das primeiras gerações no circuito mundial, com Fábio Gouveia derrotando Teco Padaratz, Wagner Pupo, Renan Rocha e Piu Pereira. Depois da bateria especial, Wagner Pupo ficou na torcida para que o seu filho, Miguel, vencesse o Oi HD São Paulo Open of Surfing e foi ele quem abriu a decisão do título com uma série de três manobras potentes de backside numa boa direita para largar na frente com nota 6,67.
“Esse campeonato foi muito especial pra mim e pra minha família”,continuou Miguel Pupo. “Sem dúvidas, esse é o melhor dia da minha vida. Eu ganhei o evento depois de ver meu pai (Wagner Pupo) arrebentar surfando altas ondas na bateria dos Legends, no início da semana já tinha visto meu irmão (Samuel Pupo) vencer o Trials e passar umas baterias no evento, então me sinto abençoado por tudo que aconteceu essa semana aqui e estou muito feliz pelo público também que lotou a praia hoje (domingo) mesmo debaixo de chuva pra torcer pra gente”.
O australiano Davey Cathels também começou nas direitas, mas a onda só rendeu uma manobra forte. Logo Miguel vem em outra direita maior fazendo uma grande manobra que levantou um leque enorme de água e ainda acertou mais uma na junção para tirar 8,77 dos juízes. Cathels então escolhe uma esquerda que fecha rápido de novo e ele já precisava de mais de 10 pontos para vencer na primeira metade da bateria de 35 minutos. O australiano tenta entrar no jogo com uma manobra explosiva que valeu nota 7,40, mas Pupo vem em outra direita da série para aplicar mais uma série de três batidas e rasgadas muito fortes de backside para ganhar 8,23 e manter uma boa vantagem de 9,6 pontos.
Aí Miguel passou a arriscar as manobras mais espetaculares e voou num aéreo sensacional muito alto que levantou a torcida nas areias de Maresias, porém não conseguiu completar a aterrisagem. O tempo foi passando, as séries pararam de entrar e o Oi HD São Open of Surfing apresentado pelo Banco do Brasil fechou a “perna brasileira” de fim de ano da WSL South America com vitória verde-amarela de Miguel Pupo por 17,00 a 12,33 pontos. Ele não vencia uma etapa desde 2012 e Davey Cathels também ficou feliz pelo resultado, que o levou do vigésimo para o oitavo lugar no ranking, dentro do G-10 do Qualifying Series para o CT do ano que vem.
“Foi ótimo pra mim participar desses eventos aqui no Brasil, não tenho nada a reclamar”, disse Davey Cathels. “Me diverti bastante, ficamos com um grupo de amigos durante as viagens, ganhei baterias em todos os eventos, sempre melhorando até fazer a final aqui, que foi demais. Já viajei para vários lugares no mundo, mas o Brasil foi demais, Florianópolis (SC) achei uma cidade muito linda, Itacaré (BA) foi alucinante, as ondas aqui em Maresias com bastante pressão, melhor do que as outras que competi, então foi tudo muito bom e espero voltar pra cá muitos anos mais. Ainda não tenho muita experiência em finais de etapas importantes como essa aqui de Maresias, então estou feliz pelo vice-campeonato que é um grande resultado também”.
VAGAS NO G-10 – A batalha pelas últimas vagas na lista dos dez indicados pelo Qualifying Series para a elite mundial dos top-34 da World Surf League foi travada nas quartas de final que abriram o domingo decisivo do Oi HD São Paulo Open of Surfing. O australiano Davey Cathels fez a parte dele defendendo posição no G-10, ao derrotar o havaiano Keanu Asing no primeiro confronto do dia. No segundo, Jack Freestone acabou com as chances de Cooper Chapman, ganhando a bateria australiana. E o cearense Michael Rodrigues também foi batido por Miguel Pupo no duelo brasileiro, ficando na porta de entrada do G-10, em 11.o lugar no ranking que está classificando até o décimo colocado, o australiano Ryan Callinan.
Michael entraria na lista se vencesse, mas Miguel Pupo seguiu representando o Brasil nas semifinais. E o local de Maresias fez bonito, levantando a torcida nas boas esquerdas que surfou para despachar o neozelandês Ricardo Christie na bateria entre dois integrantes da elite do CT. Com a passagem para a grande final, Pupo já confirmava sua permanência entre os top-34 pelo ranking do WSL Qualifying Series. Antes, um duelo australiano tinha decidido o primeiro finalista, com Davey Cathels levando a melhor sobre Jack Freestone, que sai do Brasil dividindo a liderança do ranking com o paulista Caio Ibelli.
“Infelizmente não consegui achar uma onda da série lá fora, mas foi um bom campeonato para mim aqui”, disse Jack Freestone, novidade australiana já confirmada para o CT de 2016. “O Davey (Cathels) surfou uma bateria perfeita nos primeiros cinco minutos e depois nada mais aconteceu, então parabéns para ele, que foi inteligente para me vencer. Mas, tá tranquilo, pois consegui atingir meu objetivo e o tempo que passei aqui no Brasil foi incrível. Cada vez que venho pra cá, sinto que surfo melhor nessas ondas brasileiras. No ano passado, eu fui até as quartas de final e esse ano cheguei nas semifinais, então estou amarradão com tudo”.
PERNA BRASILEIRA – A “perna brasileira” de fim de ano da WSL South America foi encerrada no domingo depois de três semanas consecutivas de eventos disputados do Sul ao Nordeste do país. A primeira parada foi no QS 6000 Red Nose Pro Florianópolis SC vencido pelo brasileiro Deivid Silva no Costão do Santinho, extremo norte da Ilha de Santa Catarina. A segunda foi no QS 6000 Mahalo Surf Eco Festival no sul da Bahia, que terminou com o norte-americano Kanoa Igarashi confirmando sua entrada na elite do CT com a vitória na final contra o australiano Connor O´Leary na Praia da Tiririca, em Itacaré.
No QS 10000 Oi HD São Paulo Open of Surfing, o paulista Miguel Pupo também garantiu sua permanência no grupo dos top-34 da World Surf League quando se classificou para as semifinais, ultrapassando o já confirmado Alex Ribeiro no ranking do WSL Qualifying Series. As três provas do Brasil também foram boas para os australianos. Connor O´Leary e o finalista na Praia de Maresias, Davey Cathels, foram os únicos que entraram na zona de classificação para o CT e Jack Freestone saiu de São Sebastião dividindo a liderança do ranking com o brasileiro Caio Ibelli. Agora restam apenas três vagas para fechar a lista dos dez indicados pelo Qualifying Series que vão completar o grupo dos top-34 da World Surf League. Elas serão decididas na Tríplice Coroa Havaiana, que começa nessa semana em Haleiwa Beach.
O QS 10000 Oi HD São Paulo Open of Surfing foi realizado com patrocínio da Oi e HD (Hawaiian Dreams), copatrocínios da Construtora Nossolar, Vult Cosméticos, Back Fish e Rádio 89 FM, além do apoio do Governo do Estado de São Paulo e Prefeitura de São Sebastião. O evento foi homologado pela World Surf League, com apoio institucional da Federação Paulista de Surf, Associação de Surf de São Sebastião e Associação de Surf de Maresias. Divulgação: Revista Fluir, Waves, ESPN e 89 FM, com transmissão ao vivo pelowww.worldsurfleague.com
A OI E O ESPORTE – A Oi tem longo histórico de apoio ao esporte, com patrocínios a grandes eventos, equipes e atletas de diferentes modalidades, como basquete, judô, futebol, surfe e skate. A companhia tem grande expertise no apoio ao esporte, seja com patrocínio ou com prestação de serviços de telecomunicações em grandes competições no país. A Oi foi uma das patrocinadoras oficiais da Copa do Mundo no Brasil em 2014 e da Copa das Confederações em 2013. A companhia também apostou no basquete patrocinando o NBA Global Games Rio 2015 e o torneio NBA 3X, além de apoiar os Jogos Cariocas de Verão e o Oi Bowl Jam de skate. A Oi também patrocinou este ano o Oi Rio Pro, a etapa brasileira do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour (CT), e patrocina os surfistas brasileiros de destaque na WSL: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Filipe Toledo e Silvana Lima.
SOBRE A HD – A Hawaiian Dreams, mais conhecida como HD, surgiu no início da década de 80 buscando evidenciar o espírito do primeiro esporte radical do mundo, o surf, juntamente com o sonho daqueles que desejam deslizar sob a melhor onda do planeta, no Havaí. Hoje a HD não representa apenas uma marca de roupa que resgata esse sonho havaiano, mas a atitude e busca dos melhores momentos em cada “viagem”. Sair da rotina, encarar desafios, aproveitar ao máximo cada instante da jornada. Acompanhando a evolução do esporte, a marca também embarcou na onda do skate, esporte derivado do surf e que teve início na Califórnia, Estados Unidos, trabalhando em suas coleções uma moda streetwear cheia de atitude e originalidade.
SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, com todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e na hora que acontecer. As sanções da WSL são para os circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Longboard e Pro Junior. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York, além de sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos, na América do Norte, Havaí, América do Sul, Europa, Austrália, África e Ásia.
————————————————————————
João Carvalho – WSL South America Media Manager
(48) 9988-2986 – jcarvalho@worldsurfleague.com
Assessoria de Imprensa do Oi HD São Paulo Open of Surfing:
Fabio Maradei – (13) 98128-9529 – contato@fmanoticias.com.br
————————————————————————
RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO OI HD SÃO PAULO OPEN OF SURFING:
Campeão: Miguel Pupo (BRA) por 17,00 pontos (notas 8.77+8.23) – US$ 40.000 e 10.000 pontos
Vice-campeão: Davey Cathels (AUS) com 12,33 (notas 7.40+4.93) – US$ 20.000 e 8.000 pontos
SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 11.000 de prêmio:
1.a: Davey Cathels (AUS) 17.10 x 9.00 Jack Freestone (AUS)
2.a: Miguel Pupo (BRA) 14.53 x 13.60 Ricardo Christie (NZL)
QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 5.200 pontos e US$ 7.000 de prêmio:
1.a: Davey Cathels (AUS) 15.20 x 11.40 Keanu Asing (HAV)
2.a: Jack Freestone (AUS) 15.34 x 13.90 Cooper Chapman (AUS)
3.a: Ricardo Christie (NZL) 17.20 x 16.00 Caio Ibelli (BRA)
4.a: Miguel Pupo (BRA) 16.43 x 14.10 Michael Rodrigues (BRA)
G-10 DO WSL QUALIFYING SERIES 2015 – após 35 etapas:
1.o: Caio Ibelli (BRA) – 28.400 pontos
1.o: Jack Freestone (AUS) – 28.400
3.o: Kolohe Andino (EUA) – 27.600
4.o: Miguel Pupo (BRA) – 26.100
5.o: Alejo Muniz (BRA) – 23.450
6.o: Kanoa Igarashi (EUA) – 23.350
7.o: Alex Ribeiro (BRA) – 21.550
8.o: Davey Cathels (AUS) – 21.300
9.o: Connor O´Leary (AUS) – 19.300
10: Ryan Callinan (AUS) – 18.200
——-sul-americanos até 100.o lugar:
11: Michael Rodrigues (BRA) – 17.900 pontos
12: Filipe Toledo (BRA) – 17.500 e top 22 do CT
29: Wiggolly Dantas (BRA) – 13.300 e top 22 do CT
30: Deivid Silva (BRA) – 13.075
31: Italo Ferreira (BRA) – 12.800 e top 22 do CT
33: Jessé Mendes (BRA) – 12.410
36: Santiago Muniz (ARG) – 11.000
39: Bino Lopes (BRA) – 10.450
51: David do Carmo (BRA) – 9.950
54: Hizunomê Bettero (BRA) – 9.890
56: Tomas Hermes (BRA) – 9.250
57: Jadson André (BRA) – 9.100 e top 22 do CT
63: Heitor Alves (BRA) – 7.950
70: Willian Cardoso (BRA) – 6.950
71: Krystian Kymerson (BRA) – 6.650
74: Marco Fernandez (BRA) – 6.300
75: Miguel Tudela (PER) – 6.020
76: Thiago Camarão (BRA) – 6.010
77: Ian Gouveia (BRA) – 5.800
83: Luel Felipe (BRA) – 5.390
84: Marco Giorgi (URY) – 5.300
86: Messias Felix (BRA) – 5.250
88: Lucas Silveira (BRA) – 4.900
95: Victor Bernardo (BRA) – 4.570
97: Robson Santos (BRA) – 4.430
103: Rafael Teixeira (BRA) – 4.260

Nenhum comentário:

Postar um comentário