segunda-feira, 11 de julho de 2016

Corrida de Rua - Equipe do O POVO entrou na História na 15ª Maratona de Revezamento do Circuito de Corridas Pão de Açúcar Nescau

O POVO - Fonte
Equipe participou pela primeira vez da maratona de revezamento. foto Camila de Almeida
Alguns (muitos) pensamentos de desistir e pedir arrego, que só foram postos de lado pelo espírito coletivo. Assim foi para os oito bravos competidores da equipe O POVO a 15ª Maratona de Revezamento do Circuito de Corridas Pão de Açúcar Nescau. A equipe formada pelos jornalistas do O POVO Daniel Santos, Bruno Balacó, Caio Faheina, André Victor Rodrigues, Joelma Leal, Lucinthya Gomes, Luana Severo, e o assistente comercial da Fundação Demócrito Rocha Rubenval Régis venceu os 42 km, sob o forte sol que banhou a capital cearense nesse domingo, 10.
Com largada às 6h 30 min, do Aterro da Praia de Iracema, a prova, mesmo para aqueles que a corrida de rua faz parte dos treinos semanais, foi desafiadora. Com a responsabilidade de iniciar o percurso, sem ter testado o fôlego no tiro de 5 km, Daniel escapou do calor, mas não da sede e dos pensamentos de desistência. Para Joelma, os metros que se estendiam e a ideia de "como me meti nessa?" só foram superados com muita motivação ao pé do ouvido, dada pelo namorado que correu ao seu lado.


Lucinthya, que sofreu com a falta de nuvens no céu de 10h de Fortaleza, se valeu do companheirismo para manter o sorriso e incentivar quem viria logo após a ela.

Teve gente, como o André, que percebeu no meio do caminho que, como na máxima futebolística, treino é treino, e jogo é jogo. Acostumado a grandes distâncias feitas na comodidade da esteira, a corrida na rua, com esquinas e desníveis, cobrou o preço. 

Para o Rubenval, que finalizou já às 11h 30 min, o calor chegou a níveis desumanos. 
No fim, como em um bom revezamento, em que cada passo mesmo que sozinho, é compartilhado, teve choro, riso, deslumbramento com a vista do mar logo ali, e a sensação boa de dever cumprido, que a corrida tem o poder de espalhar pelo corpo. (Domitila Andrade)

Leia os depoimentos dos competidores da Equipe O POVO:

Daniel Santos
Como iniciante, a missão era superar os 5km da corrida depois de apenas dois treinos na semana que antecedeu a prova - de 2.5km e 4km. A situação de ser o menos preparado da equipe me rendeu um alívio: fui o primeiro a correr e, assim, escapei do forte calor que acompanhou os demais colegas. Ainda assim, a responsabilidade de iniciar bem a corrida e a incerteza de concluí-la fizeram com que pensamentos como 'não vou conseguir, 'cadê mais água?!' e 'acabou a vida' fossem constantes durante o percurso. O incentivo dos companheiros, a mobilização dos demais competidores e o trajeto acompanhado pela vista da Beira Mar não permitiram que a determinação faltasse e conclui a prova com sucesso, em ritmo lento - muito lento - mas constante. No fim, ficou a satisfação e a lição de me preparar melhor para a próxima corrida de rua.

Bruno Balacó 
Fui contagiado pela febre das corridas de rua em maio do ano passado, quando aceitei o desafio de um amigo corredor. Tomei gosto pela 'brincadeira' e, de lá para cá, já disputei sete provas. A deste domingo certamente foi uma das mais marcantes. Não apenas corremos em equipe um percurso de 42 km. Vivenciamos o que, de fato, é ser uma equipe. Para cada dificuldade que aparecia, como a insegurança quanto às coisas darem certo, o sol escaldante e o cansaço, vinha uma palavra de incentivo do companheiro ao lado ou a lembrança de que estávamos juntos, independente de qualquer coisa, para cumprir em missão em conjunto. Sabe o despertador que tocou antes do sol raiar e as muitas gotas de suor que caíram sobre um calor de rachar? Valeram a pena. Ah se valeram.

Caio Faheina
Habituado a correr duas vezes por semana - quando dá tempo, claro -, costumo fazer um percurso de 3km em cerca de 30 minutos (pra mais). A corrida de ontem, entretanto, foi a minha primeira prova em nível "profissional". Acordar na madrugada, preocupar-se com alimentação e, ao mesmo tempo, com a disposição da equipe do O POVO foram situações que me aproximaram do que chamam de atleta. Durante a largada , defronte ao mar da Praia de Iracema, o pensamento era o mesmo: manter o ritmo. Após 25 minutos de prova, porém, o cansaço chegou. Quase desistindo, um outro corredor, de quem nem sei o nome, passou por mim e disse: "É melhor ir devagar do que parar". Assim o fiz. Motivado pelo apoio, conquistei os 5 km em 33 minutos. E medalha alguma paga isso - a não ser a vista de Fortaleza.

André Victor Rodrigues
Não adianta ser Forrest Gump na esteira. Se não há rotina de correr pelas ruas, inevitavelmente você sentirá a diferença. Foi o que ocorreu comigo no revezamento. Totalmente sem experiência fora da máquina, fiz minha segunda corrida da vida neste domingo - a última havia sido em 2013. O solo das vias, as esquinas (intermináveis) e o clima pesaram no fôlego do rapaz afoito. Inevitavelmente diminuí o ritmo no meio da prova. Nessas horas, uma boa playlist no celular fez diferença (ajudou muito, sério). No fim, felicidade por ter cruzado a linha no pique possível. Mas também o aprendizado de que mais treino com pé no chão é essencial. 

Joelma Leal
Ansiedade, empolgação, angústia e alívio. A mistura de sensações é intensa. Ainda mais quando a prova é de revezamento e há alguém esperando para dar continuidade ao percurso. A vontade de desistir é inevitável. O sol escaldante maltrata, as dores surgem e o pensamento “para que inventei de entrar nessa?!” acompanha por vários metros. No entanto, ganhei um super aliado ao ter companhia do namorado, que combateu minha vontade de desistir e soltou algumas pérolas verdadeiras como: “A dor de desistir é maior do que a que você está sentindo” ou então a mais adequada para o momento: “Isso daqui é igual a fazer o Anuário do Ceará, você acha que não vai ter fim, mas há uma equipe com você. Vamos em frente”. Pois é, missão cumprida, agora a sensação é: ainda bem que topei entrar nessa. 

Lucinthya Gomes
Após cinco meses treinando corrida, essa é a minha quarta prova de rua, mas ela teve jeitinho de primeira vez. Nunca havia corrido em prova de revezamento nem no horário previsto para entrar na pista. Comecei a correr pertinho das 10 horas e não havia uma nuvem sequer no céu. Isso parecia loucura! Logo senti a frequência cardíaca elevada e a pele queimando (apesar do protetor solar). Desanimar não era opção. Tinha mais duas pessoas esperando. Pertinho do fim, eu já estava bastante cansada, mas minha maior preocupação era vestir meu melhor sorriso pra não desencorajar a estreante Luana, que correu depois de mim. Foram 35 minutos difíceis, mas recompensados pelas conquistas de cada membro da equipe!

Luana Severo
Até a Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar, eu nunca havia completado 5km. Nem mesmo nos treinos que faço três vezes por semana com a equipe da assessoria esportiva Hapvida +1K. E olha que eu tentava, mas só chegava aos 4km. Foi a primeira vez, bem como minha estreia nas corridas de rua. O abdômen doeu, o ar faltou, mas o percurso foi garantido. Chorei, acredita?

Rubenval Régis
Fui o último a correr e, com a largada tarde, às 11h 30min, o calor foi desumano. Talvez com um início mais cedo, o último competidor seja menos prejudicado. No mais, achei a corrida muito show, adorei a experiência de participar pela primeira vez de uma corrida de revezamento. Foi muito massa torcer pelo companheiro, ficar ansioso por chegar logo sua vez. Foram sensações diferentes, pois já corri alguns outras provas e é algo só você e você. Por isso destaco isso: o companheirismo que o revezamento causa.

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