sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Surf - Daniel Hardman consagrado no Prainha Surf Masters

Fonte Ricosurf
Carlos Sanfelice inicia o cut back. Foto: Nelson Veiga.
A quarta e última etapa do Circuito Prainha Surf Masters 2016 terminou em festa neste domingo (04) no canto esquerdo do tradicional pico carioca com ondas de meio metro e um grande clima de confraternização. O grande destaque da competição foi Daniel Hardman, dono da maior nota e do maior somatório de todas as disputas do último evento do calendário 2016 da ASAP (Associação dos Surfistas e Amigos da Prainha).


Ex-competidor profissional, o surfista carioca Daniel Hardman se mudou para o Espírito Santo na ocasião da união e, para não ficar longe do surfe, fez um curso de juízes da ISA (International Surfing Association). Há dois anos Hardman vem julgando diversas competições pelo país e usou seu conhecimento técnico para vencer a categoria Pro-Master. Surfando com o livro de regras debaixo do braço e arriscando todos os critérios de julgamento que elevariam sua nota, Daniel Hardman cravou a borda e arrepiou na final da categoria. Em uma direita, o atleta completou duas boas rasgadas e extrapolou numa terceira, mesmo achando que não iria voltar, mas a estratégia acabou dando certo e ele finalizou a onda com nota 9,70, uma das maiores de todo o circuito de 2016. Na matemática final, o campeão somou 16,95 pontos e declarou, emocionado:

"A Prainha é uma espécie de santuário pra mim, e a coisa mais maravilhosa que eu vivenciei, depois do nascimento da minha filha, que hoje tem 11 anos e já surfa, foi vencer uma competição neste lugar. A Prainha é como se fosse um lugar sagrado e estou muito feliz por ter ganhado. Este foi o lugar onde nasci e fui criado, onde aprendi a surfar. Queria agradecer muito a todo o pessoal daqui, em especial à toda diretoria da ASAP".

Como premiação, Hardman levou pra casa R$800 e uma prancha Wetworks.

O domingo também foi dedicado às disputas finais de seis outras categorias. Lula Menezes encontrou maior facilidade para pegar as melhores ondas e somou 14,25 pontos para desbancar seus adversários na categoria Legends. Márcio Mundim terminou na sua cola, com José Alla na terceira colocação e Ronaldo Moreno em quarto lugar.

O mesmo Ronaldo trocou a camisa de lycra e voltou pra dentro d´água, garantindo o maior troféu na Super Legends, com uma distância considerável de seus adversários no somatório final. Com cerca de 5 pontos de vantagem, Moreno deixou para trás Maximo Panajoti, Marco Alho, Cabeça, Peão e Otavio Pacheco, em uma tradicional final com seis competidores. A soma de suas duas melhores notas ficou nos 13,10 pontos.

Numa disputa muito acirrada, Betinho Deng venceu apertado Felipe Larica na Grand Master. A diferença entre eles foi de apenas 15 décimos: 11,40 pontos contra 11,25. Guilherme Penteado e Alexandrinho completaram o pódio, respectivamente na terceira e quarta colocações.
Tricampeão Mundial de Longboard pela ISA, Marcelo Freitas levou a família toda para a Prainha no domingo e até parecia que já sabia que venceria a Master. Na presença da esposa e filha, ele desbancou Tom, Cristiano Parafina e Teozinho, levando pra casa o maior troféu da categoria.

Beto Cavallero conseguiu atingir uma das maiores médias das finais e, com 15 pontos no somatório, venceu a Grand-Kahuna em cima de Marcelo Boscoli, Ricardo Minhoca e Marco Brandão.

Para fechar, Duda Tedesco foi o nome da Kahuna, com 12 pontos finais. João Paulo Veiga, Joelson Tinguinha e Raphael Neto ficaram na casa dos 9 e 8 pontos.

Os resultados completos podem ser conferidos abaixo.

RECONHECIMENTO
Com a presença de autoridades, a Prainha recebeu ainda o novo certificado Five Seasons da ONG Fountadion for Environmental Education (Fundação para a Educação Ambiental). Além disso, foi hasteada a Bandeira Azul pelo quinto ano consecutivo, um reconhecimento internacional dado à praias e áreas costeiras que cumprem 33 exigências divididas em quatro áreas: educação e informação ambiental, qualidade da água do mar, segurança e gestão ambiental.
O Circuito Prainha Master 2016 tem o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Lojas WQSurf, Sandálias Kenner, AMBEV, Wetworks pranchas de surf. Realização Associação dos Surfistas e Amigos da Prainha (ASAP) e homologado pela FESERJ - Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro. O Circuito também conta com o apoio da Art in Surf, Artesanal Produtos Naturais, Restaurante Gugut, Restaurante Los Frick, Óticas Carneiro, Parafinas Fu-Wax, Quiosques Soul Prainha Rio e Brother, Blocos Teccel, Quilhas Future, Pranchas Island Mana, Macarra Shapes, Estrella Surfboards, e Sergio Filho Surfboards. Apoio de Midia da RicoSurf e da Revista Surfar.


LEGENDS
1 Lula Menezes
2 Marcio Mundim
3 José Alla
4 Ronaldo Moreno

SUPER LEGENDS
1 Ronaldo Moreno
2 Maximo Panajoti
3 Marco Alho
4 Cabeça Recreio
5 Peão
6 Otavio Pacheco

KAHUNA
1 Duda Tedesco
2 João Paulo Veiga
3 Joelson Tinguinha
4 Raphael Neto

GRAND KAHUNA
1 Beto Cavallero
2 Marcelo Boscoli
3 Ricardo Minhoca
4 Marco Brandão

PRO MASTER
1 Daniel Hardman
2 Flávio Costa
3 Marcelo Bispo
4 Angelino Santos

MASTER
1 Marcelo Freitas
2 Tom
3 Cristiano Parafina
4 Teozinho

GRAND MASTER
1 Betinho Deng
2 Felipe Larica
3 Guilherme Penteado
4 Alexandrinho


Sobre a ASAP - Associação dos Surfistas e Amigos da Prainha.
Tudo começou em 1989, com a negociação de uma moto. Quando o primeiro presidente da ASAP, Carlos Eduardo Cardoso, o "Grande", foi negociar a venda do veículo no escritório da construtora Santa Isabel, ele se deparou com a maquete de um condomínio de prédios que estava para ser construído no lugar onde hoje é o Parque Municipal da Prainha. Correndo contra a destruição do "santuário dos surfistas" do Rio de Janeiro, em 1990 foi promulgado o projeto do então vereador Alfredo Sirkis, que deu origem à Lei nº 1.534/90, transformando a Prainha em Área de Proteção Ambiental. Em 1992, o mesmo grupo de surfistas frequentadores da Prainha que protestou contra a construção do condomínio, se reuniu e fundou a Associação de Surfistas e Amigos da Prainha (ASAP), com o "Grande" firmado como o primeiro Presidente do grupo. Finalmente, em 2001, apos anos de luta, a ASAP alcançou um de seus principais objetivos com a criação do Parque Natural Municipal da Prainha, demarcado como uma unidade de conservação (UC). Apesar de protegida, a Prainha ainda sofre com problemas de desova de carros, festas noturnas, entrada irregular de materiais de construção, furtos na área dos quiosques, etc, Por isso, atualmente a luta da ASAP é pela instalação de dois portais em locais estratégicos, para proteger e controlar os acessos a Prainha.

Por Urbanamente.



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