quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Surf - Billabong Pro Cascais, Etapa pega Fogo

Fonte Waves_
Silvana Lima, Billabong Cascais Pro 2017, Guincho, Portugal. Foto: WSL / Poullenot.
As oito baterias iniciais da terceira fase do Billabong Pro Cascais foram disputadas nesta quinta-feira, na praia do Guincho, em Portugal.
Em ondas de até 2 metros, Alex Ribeiro, Deivid Silva, Italo Ferreira, Jadson André, Willian Cardoso e Tomas Hermes - todos classificados em segundo lugar -seguiram adiante na prova, enquanto Thiago Camarão e Victor Bernardo deram adeus ao QS 10.000.

Surf - Raoni Monteiro conquista outra vitória brasileira no QS das Filipinas

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Raoni Monteiro (RJ) (@WSL / Tom Bennett).
E continua a série de vitórias brasileiras a cada evento da World Surf League pelo mundo. O último capítulo foi escrito nesta quarta-feira, com o experiente Raoni Monteiro conquistando o terceiro título seguido do Brasil em etapas do WSL Qualifying Series. O carioca tirou duas notas excelentes dos juízes – 9,03 e 8,03 – para ganhar o troféu de campeão do QS 3000 Siargao Cloud 9 Surfing Cup, na final com o costa-ricense Tomas King nas Filipinas. Nas semifinais, Raoni também destruiu as ondas da Ilha Siargao, somando notas 9,17 e 8,90 na semifinal eletrizante com o peruano Lucca Mesinas Novaro, que dividiu o terceiro lugar com o português Nic Von Rupp.
Esta foi a sétima vitória seguida do Brasil na World Surf League neste mês de setembro, com duas finais 100% verde-amarelas entre elas. A série invicta começou no dia 3, com o pernambucano Gabriel Farias vencendo o QS 1000 WRV Outer Banks Pro na Carolina do Norte, Estados Unidos. No domingo seguinte, dia 10, o catarinense Yago Dora ganhou o QS 6000 Azores Airlines Pro, derrotando o cearense Michael Rodrigues na final em Portugal.
Depois, veio a inédita vitória dupla em etapas do World Surf League Championship Tour no dia 15 de setembro, com Filipe Toledo sendo o campeão do Hurley Pro e Silvana Lima do Swatch Pro, em Trestles, na Califórnia, Estados Unidos. Isso aconteceu numa sexta-feira e no domingo o paulista Deivid Silva conquistou o bicampeonato no QS 1500 Anfaplace Pro Casablanca em Marrocos, na segunda final brasileira consecutiva na “perna europeia”, contra o capixaba Rafael Teixeira.
No dia seguinte, a World Surf League fez um evento teste na piscina de ondas de Kelly Slater na Califórnia e Gabriel Medina levou o caneco de campeão do Future Classic. Agora foi a vez de Raoni Monteiro conseguir uma vitória que há muitos anos não festejava. Raoni foi um dos primeiros surfistas a ser apontado por Slater como provável primeiro campeão mundial do Brasil na época que entrou no CT. Ele não disputava o Circuito Mundial desde 2014 e nesse ano passou a correr algumas etapas fora do país também.
O seu surfe usando muita força nas batidas e rasgadas nas partes mais críticas das ondas, se encaixou muito bem com as condições encontradas nesta semana na Ilha Siargão, em Surigão do Norte. Ele só não venceu uma das sete baterias que disputou nas Filipinas e na quarta-feira conseguiu arrancar notas no critério excelente dos juízes em todas as vezes que entrou no mar.

Surf - Confirmado Hang Loose São Sebastião Pro em Maresias

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Praia de Maresias (Aleko Stergiou).
A WSL South America confirmou a realização do Hang Loose São Sebastião Pro para fechar o seu calendário 2017 nos dias 1 a 5 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. O evento terá status QS 3000 e será a última chance de somar pontos no ranking mundial do WSL Qualifying Series antes da Tríplice Coroa Havaiana, que encerra a temporada da World Surf League no Havaí. Além disso, em São Sebastião será finalizado o ranking regional da WSL South America, decidindo o título de campeão sul-americano de surfe profissional de 2017.
No ano passado, a Hang Loose voltou ao Circuito Mundial promovendo o histórico Hang Loose Pro Contest 30 Anos na mesma Praia da Joaquina, em Florianópolis, onde realizou seu primeiro evento em Santa Catarina em 1986. O troféu de campeão dos 30 Anos foi vencido pelo norte-americano Kanoa Igarashi e o campeonato foi um grande sucesso, lotando a praia em todos os dias como na primeira edição na década de 80. No entanto, a prefeitura de São Sebastião não mediu esforços para voltar a realizar uma etapa do WSL Qualifying Series e conseguiu levar o evento para a sua cidade, confirmando o QS 3000 Hang Loose São Sebastião Pro para a primeira semana de novembro.
“Fizemos um empenho muito grande para que nosso município integrasse novamente o Circuito Mundial de Surf Profissional”, disse o prefeito Felipe Augusto, ao receber o comunicado oficial da etapa da World Surf League em São Sebastião. “Temos muito orgulho de um morador da cidade, o Gabriel Medina, ter sido campeão mundial e ser hoje um dos nomes expoentes do esporte brasileiro. Vamos fazer de tudo para forjar novos campeões”.

Surf - Neutrox apresenta campeonato de surfe feminino Neutrox Weekend

João Carvalho - WSL South America_
Silvana Lima (CE) (@WSL / Kenneth Morris).
Um grande evento promovido pela primeira vez pela marca Neutrox, pioneira em condicionamento capilar desde 1974, vai marcar a volta do QS Feminino ao Rio de Janeiro, que não abrigava esse tipo de campeonato desde 2009.
O campeonato de surfe Neutrox Weekend acontecerá nos dias 20, 21 e 22 de outubro, no Posto 03 da Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A principal competição é a etapa do QS 1500 válida pelo ranking mundial do WSL Qualifying Series e pelo sul-americano da WSL South America, mas o evento também terá quatro categorias de âmbito nacional, Pro Junior Sub-20 e Longboard, ambas decidindo as campeãs brasileiras de 2017, além da Sub 16 e SUP Wave.
O Neutrox Weekend, na categoria QS 1500, será a 36ª das 40 etapas do WSL Qualifying Series 2017, cujo ranking classifica seis surfistas para o grupo das top-17 que vai disputar o título mundial no World Surf League Championship Tour de 2018.
Além de valer 1.500 pontos para o ranking mundial do WSL Qualifying Series, o resultado do evento também valerá 1.000 pontos para o ranking sul-americano da WSL South America, com o Neutrox Weekend sendo a penúltima etapa dessa competição regional.
As categorias Pro Junior e Longboard Pro irão decidir os títulos de campeãs brasileiras de 2017 da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP). A Pro Junior será a quarta etapa do circuito e a modalidade Longboard praticada em pranchões será a segunda e igualmente última do ano. O SUP Wave será um evento especial e não valerá pontos no ranking da Confederação Brasileira de SUP (CBSUP). E a Sub-16 será uma competição somente para apresentar os novos talentos do surfe feminino.
“Neutrox, que está no mercado há mais de 40 anos, trouxe esse ano para as consumidoras um novo posicionamento, lançamentos e embalagens. Para ilustrar esse momento, assumimos o nosso incentivo à valorização da mulher no esporte e apostamos no surfe feminino, tão carente de iniciativas privadas e que agora é uma das modalidades das Olimpíadas de 2020”, revela José Vicente Marino, presidente da empresa Flora, detentora da marca Neutrox.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Surf - Slater Apresenta a Onda dos Sonhos aos Melhores do Mundo

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Filipe Toledo (SP) (@WSL / Sean Rowland).
O dia 19 de setembro de 2017 vai ficar marcado na história, com uma competição experimental organizada pela World Surf League na piscina que Kelly Slater apresentou para os melhores surfistas do mundo. O lugar perfeito que o maior ídolo do esporte idealizou para surfar ondas perfeitas para a direita e para a esquerda produzidas por uma máquina, foi construído em seu rancho em Lemoore, no interior da Califórnia, Estados Unidos. Os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza e os campeões do CT de Trestles, Filipe Toledo e Silvana Lima, estavam entre os convidados para surfar e competir nesta terça-feira e os campeões foram Gabriel Medina e a havaiana Carissa Moore.
Todos ficaram maravilhados pela experiência em competir em uma condição igual para todos e com excelente qualidade para surfar longos tubos e fazer vários tipos de manobras nas paredes lisas das ondas. O evento não foi transmitido ao vivo, mas imagens das ondas e do lugar foram logo sendo publicadas nas mídias sociais pelos próprios participantes e convidados que viveram esse dia histórico para a World Surf League. O campeão mundial Gabriel Medina postou um vídeo de uma direita que surfou um tubaço perfeito e depois falou sobre a onda.
“Essa onda é incrível, é a onda dos sonhos, que temos que viajar horas, dias, para buscar uma onda como essa e as vezes nem acha. Hoje a gente tem a oportunidade de ter ela assim tão fácil, tão prático. Na verdade, estamos vivendo o futuro do surfe e é uma honra poder estar presente neste dia, estar vivendo isso junto com os melhores do mundo. É uma onda que qualquer surfista sonharia ter no seu quintal ou num lugar próximo, então a gente está vivendo um sonho hoje”.
O lugar impressionou inclusive os dirigentes da World Surf League, como o Deputy Commissioner do CT, Renato Hickel, que também teve a chance de surfar na Kelly Slater Wave Company no dia anterior e divulgou um vídeo nas redes sociais para tentar explicar o que nem conseguia escrever. “É um dia histórico no surfe mundial e na minha vida também. Eu tive a honra de surfar a primeira onda do dia, que é a melhor disparado e não dá para explicar o que que é isso aqui. Eu vou publicar uma série de vídeos depois, mas não vão fazer juz ao que é estar ali ao vivo. É muito perto e tem que estar lá para ver e sentir. É impressionante, surreal”.
A World Surf League testou um novo formato de competição especial para a piscina. Cada surfista tinha direito de surfar quatro ondas, duas direitas e duas esquerdas, não podendo desperdiçar as únicas chances porque todas as notas são somadas. Os que conseguiram as maiores pontuações disputaram a grande final e os primeiros campeões no Kelly Slater Wave Company foram o brasileiro Gabriel Medina e a havaiana Carissa Moore. A decisão do título masculino foi entre brasileiros, com Filipe Toledo ficando em segundo lugar, o norte-americano Kanoa Igarashi em terceiro e o australiano Adrian Buchan em quarto.
Kelly Slater ficou emocionado e revelou ter sido um dos melhores dias da sua vida. “Isto é um sonho se tornando realidade e não tenho como agradecer a todos vocês por isso”, disse Slater, que trabalhou mais de 10 anos nesse projeto. O dia 19 de setembro foi o dia que as coisas aconteceram, o dia que os melhores surfistas do mundo estavam ali surfando as ondas que ele criou, que os fãs se alinharam na piscina, que os juízes subiram na torre de julgamento e os atletas experimentaram um novo formato de competição.
“É perfeito. É aquela onda que todos nós sonhamos, aquelas que desenhamos no papel”, disse Filipe Toledo. “Poder surfar, encaixar num tubo por 20 segundos e sair fazendo batidas e rasgadas e em seguida finalizar a onda, é incrível, é perfeito, com condições iguais para todos, é um sonho”.
Mais notícias, fotos e informações sobre a Kelly Slater Wave Company e a competição experimental organizada pela World Surf League no www.worldsurfleague.com
SOBRE A WORLD SURF LEAGUE - A World Surf League (WSL), antes denominada Association of Surfing Professionals (ASP), tem como objetivo celebrar o melhor surf do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.
A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, promovendo os eventos que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.
Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL tem uma enorme legião de fãs apaixonados pelo surf em todo o mundo, que acompanham ao vivo as apresentações de grandes estrelas, como Tyler Wright, John John Florence, Paige Alms, Grant Baker, Phil Rajzman, Tory Gilkerson, Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Kelly Slater, Carissa Moore, Gabriel Medina, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais imprevisível e dinâmico entre todos os esportes no mundo.
Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com
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João Carvalho – WSL South America Media Manager
(48) 999-882-986 – jcarvalho@worldsurfleague.com

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Kite - GKA Mauritius 2017 – Final

Fonte GOKITE_
A quarta etapa do GKA Kite-Surf World Tour foi realizada na paradisíaca Ilhas Mauricio, arquipélago situado a leste da costa africana no Oceano Indico. O local é um paraíso para os boardsports e um dos destinos preferidos dos europeus por seus ventos e ondas incríveis.

Corrida de Rua - Up Night Run

Fonte Corce

Surf - Surfistas do Rio festejam mais vitórias no Pena Little Monster em Cabo Frio

João Carvalho - JBC Notícias e Assessoria do Surf_
Campeões Pro Junior (Lima Junior / Pena).
Os surfistas da Região dos Lagos do Rio de Janeiro festejaram mais vitórias na terceira e última etapa do Pena Little Monster 2017, encerrado neste domingo na Praia do Forte, em Cabo Frio. Dois títulos foram para Búzios, com Airton Dilan ganhando a final Pro Junior Sub-20 e Sunny Pires a Sub-14. Outros três foram para Saquarema, com Kayane Reis vencendo o título do circuito com vitória na Pro Junior, Daniel Templar na Sub-16 e Rickson Galvão na Sub-10.
No entanto, os nordestinos conquistaram mais títulos de campeões do circuito promovido pela marca Pena desde 2014, cinco nas oito categorias, com Israel Junior ganhando o da principal, Pro Junior, e o também potiguar Victor Santos na Sub-08. Os cearenses levaram mais três nas categorias dos monstrinhos, com Cauã Costa na Sub-14, Pedro Rian na Sub-12 e Guilherme Lemos na Sub-10. Os outros campeões das três etapas foram Kayane Reis na Pro Junior, o também saquaremense Daniel Templar na Sub-16 e a catarinense Rafaela Coelho na Sub-14.
As finais começaram as 13h00 do domingo, com o natalense Victor Santos mantendo a invencibilidade na categoria Sub-08 com mais um título em Cabo Frio, pois já tinha sido o melhor também em Paracuru (CE) e em Itacaré (BA). Os campeões foram sendo definidos a cada bateria, até chegar as decisões das categorias mais importantes, Pro Junior Sub-20, que fecharam o domingo do Pena Little Monster com a Praia do Forte cheia em Cabo Frio.
O título masculino já havia sido decidido nas quartas de final, quando o potiguar Israel Junior avançou e o cearense Mathias Ramos, que dividia a liderança do ranking com ele, foi eliminado no início do dia. O surfista de Baía Formosa ainda ganhou mais uma e só na grande final não conseguiu achar boas ondas para mostrar o seu surfe e terminou em terceiro lugar. A disputa pela vitória foi onda a onda entre o carioca Yuri Fernandes e o surfista de Búzios, Airton Dilan, que garantiu o título por 13,25 a 11,80 pontos. O atual campeão sul-americano Pro Junior da WSL South America, Weslley Dantas, de Ubatuba (SP), ficou em quarto lugar.
“Estou muito feliz porque a bateria foi muito difícil, com grandes atletas, mar difícil, mas consegui pegar umas ondas boas para vencer”, disse Airton Dilan, que nunca tinha participado do Circuito Pena Little Monster. “Foi um vira-vira ali no final com o Yuri (Fernandes), mas ainda surfei minha 11.a onda que me salvou para ganhar o campeonato. Estou feliz que deu tudo certo e agora é comemorar”.
Apesar do terceiro lugar na final, o potiguar Israel Junior comemorou o título de campeão do Pena Little Monster 2017 e agora é o líder isolado do ranking Pro Junior da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP), que ainda fazer mais uma etapa para decidir o campeão brasileiro da temporada. Israel é de Baía Formosa, mesma cidade do top da elite mundial da World Surf League, Italo Ferreira.
“Estou muito feliz pelo título do Circuito Pena Little Monster”, disse Israel Junior. “Eu treinei bastante para esta etapa, me dediquei muito e na verdade eu queria vencer a final aqui, mas o mar não ajudou muito. Mesmo assim, não tenho do que reclamar, pois fui passando bem as baterias para ser campeão do circuito e saio daqui consciente de que o trabalho foi bem feito. Também continuo liderando o ranking brasileiro, então vou continuar treinando forte para conquistar este título também esse ano”.
DECISÕES DE TÍTULO NAS FINAIS – Além da Pro Junior, em mais cinco categorias os campeões do Circuito Pena Little Monster 2017 já estavam definidos antes das finais. Em apenas duas, os títulos foram decididos na última bateria da temporada. Uma delas foi da Pro Junior feminina. A vice-líder Yanca Costa perdeu nas semifinais e a briga ficou entre a também cearense Larissa dos Santos e a líder do ranking, Kayane Reis, do Rio de Janeiro.
A surfista de Saquarema liderou o confronto desde o início e abriu uma boa vantagem de 7,5 pontos quando conseguiu notas 6,25 e 6,15 em duas ondas seguidas. A cearense campeã brasileira Pro Junior de 2015, conseguiu 6,75 numa batida vertical para diminuir a diferença para 5,65 nos cinco minutos finais. No entanto, Larissa não conseguiu outra para virar o placar e Kayane Reis ficou com o título Pro Junior do Pena Little Monster 2017, além de seguir liderando o ranking brasileiro, que será finalizado em outubro na Barra da Tijuca (RJ).
“Estou muito feliz pela vitória e pelo título do Circuito Pena Little Monster”, vibrou Kayane Reis. “Na primeira etapa em Paracuru (CE), eu não fui muito bem e perdi nas semifinais. Mas, em Itacaré (BA) eu ganhei, agora ganhei aqui de novo e não tenho nem como explicar o que estou sentindo, é muita felicidade. Agora é focar nos próximos campeonatos para manter esse ritmo. Foi muito irado, porque minha família veio toda de Saquarema para cá, meus amigos do Rio também vieram torcer por mim e estou muito feliz por tudo isso”.
O outro título do Circuito Pena Little Monster 2017 decidido na grande final foi o da categoria Sub-12. A briga era entre o cearense Pedro Rian e o potiguar Alisson Matheus, mas o surfista de Buzios, Sunny Pires, estava ganhando dos dois, até cometer uma interferência de remada e a penalidade cortar uma das duas notas computadas. Com isso, ele terminou em terceiro lugar e Pedro Rian venceu a etapa para comemorar o título do circuito. Alisson Matheus ficou em segundo lugar, Sunny Pires em terceiro e o quarto colocado foi o carioca Pedro Henrique.
“Estou muito amarradão e só tenho que agradecer a Deus e toda a galera que vem me ajudando a correr os eventos e para esta viagem para cá também”, disse um emocionado Pedro Rian. “Ser campeão da etapa e do circuito foi muito bom para mim e obrigado a toda a galera que torce por mim, estamos juntos sempre, valeu, uuuhhhhuuuu”.
FINAL SUB-16 – Na final Sub-16, o surfista de Saquarema, Daniel Templar, coroou a conquista desta categoria no Circuito Pena Little Monster 2017 com vitória na etapa final em Cabo Frio. Ele já tinha vencido a disputada antes dessa, em Itacaré (BA), repetindo o feito neste domingo na Praia do Forte. E o filho do bicampeão brasileiro, Leonardo Neves, Valentin Neves, confirmou uma dobradinha de Saquarema no alto do pódio, com outro surfista do Rio de Janeiro, Bernardo Bordowsky, ficando em terceiro lugar e o baiano Davi Mendes em quarto.
“Estou amarradão com essa vitória, pois foi muito importante para mim ser campeão do Circuito Pena Little Monster”, disse Daniel Templar. “O mar está bem difícil, mas consegui achar as ondas boas e estou muito feliz por ganhar a última etapa aqui. Valeu galera e obrigado pela torcida”.
FINAL SUB-14 – Na final Sub-14, o campeão do Circuito Pena Little Monster 2017, o cearense Cauã Costa, ficou nas semifinais e o monstrinho de Buzios, Sunny Pires, não deu qualquer chance para seus adversários. No sábado, ele fez os recordes da etapa do Pena Little Monster nas ondas da Praia do Forte e no domingo participou de duas decisões. Na Sub-12, liderava a bateria, mas cometeu uma interferência e terminou em terceiro lugar.
Ele nem saiu do mar e já começou forte a final Sub-14, massacrando uma onda que valeu nota 8,50. Na segunda, recebeu 6,00 e na terceira ganhou 7,50 para vencer por 16,00 pontos. Em segundo ficou o capixaba Luis Fernando com 11,75, com o paranaense Kainan Meira em terceiro com 9,15 e o baiano Braian Ramos em quarto com 7,90 nas duas notas computadas.
“Estou muito feliz por conseguir o título numa categoria acima da minha, que eu nem esperava vencer”, disse o monstrinho de Buzios, Sunny Pires. “Eu fiquei muito decepcionado comigo mesmo por ter feito uma interferência na final Sub-12, que é a minha categoria, mas isso não me abalou e acabei ganhando a Sub-14”.

Surf - Filipe Toledo e Silvana Lima são campeões do CT de Trestles

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Campeões em Trestles (@WSL / Kenneth Morris).
Só deu Brasil na etapa norte-americana do World Surf League Championship Tour, encerrada nesta sexta-feira em San Clemente, na Califórnia. A cearense Silvana Lima continuou com seu surfe devastador em Lower Trestles para quebrar um longo jejum de 7 anos sem vitórias em etapas do CT. Ela não deu qualquer chance para Keely Andrew, derrotando a australiana na final do Swatch Pro com uma “combination” de 17,60 pontos. Depois, Filipe Toledo se tornou o primeiro surfista a vencer duas etapas esse ano, batendo o número 1 do Jeep WSL Leader e defensor do título do Hurley Pro, Jordy Smith, também por uma larga vantagem de 15,67 a 9,80 pontos.
As condições do mar estavam bem difíceis para competir na sexta-feira, com poucas ondas entrando nas baterias, inclusive nas duas decisões dos títulos. O sul-africano só conseguiu surfar uma boa nos 35 minutos da grande final, que valeu nota 9,0. Mas, Filipe Toledo já tinha garantido duas notas altas – 8,00 e 7,67 – com seu arsenal de manobras modernas e progressivas nas direitas de Lower Trestles, para vingar a derrota sofrida para Jordy Smith nas semifinais desta etapa no ano passado. Mesmo não conseguindo o bicampeonato, o sul-africano aumentou a vantagem na dianteira da corrida pelo título mundial da temporada e Filipe Toledo tirou a sétima posição no ranking de Gabriel Medina.
“Finalmente consegui vencer aqui e este é um momento muito especial para mim”, disse Filipe Toledo. “O Jordy (Smith) me bateu na semifinal do ano passado aqui, então é um sentimento incrível poder ganhar dele na final agora. Quero agradecer todo esse público que lotou a praia todos os dias para nos assistir e torcer para a gente e a Deus também por todas as ondas que ele mandou para mim nas baterias. Definitivamente, o título mundial é o meu principal objetivo e é realmente surpreendente eu ser o único a ganhar dois eventos esse ano. A disputa do título está muito louca esse ano e espero chegar na última etapa com chances de ser campeão lá no Havaí”.
A cearense Silvana Lima também comandou o show contra a jovem Keely Andrew, de apenas 22 anos de idade, contra 32 de muita experiência da brasileira. Silvana escolheu muito bem as ondas e pegou as melhores que entraram na bateria. Em três seguidas, tirou notas 8,93, 7,17 e 8,67, com seu ataque feroz de frontside nas direitas de Lower Trestles, variando batidas e rasgadas executadas com muita pressão sem perder velocidade. Já Keely Andrew, que viveu seu melhor momento derrotando a norte-americana Courtney Conlogue, vice-líder do ranking, nas semifinais, não se achou na bateria e sua maior nota foi 6,00. A vitória de Silvana Lima foi com uma sonora “combination” de 17,60 a 10,93 pontos e a cearense faturou o prêmio máximo de 60.000 dólares oferecido para a categoria feminina na World Surf League.
“Primeiramente quero agradecer a todos vocês que vieram na praia. Eu estou na Lua agora e nem acredito que venci o campeonato”, disse Silvana Lima. “Faz muito tempo que não venço nenhuma etapa no CT, teve uma vitória especial em Bells (Austrália) e agora aqui nesse lugar incrível, com altas ondas, parece uma pista de skate de tão boas e perfeitas, então estou muito feliz, muito feliz mesmo. Essa prancha que surfei aqui é mágica, andou muito bem em todas as baterias e só tenho que agradecer a todos que torcem por mim, que acreditam em mim e é isso aí, estou de volta ao pódio e espero que venham mais daqui pra frente”.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Surf - Filipe e Silvana são o Brasil no último dia do CT de Trestles

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Silvana Lima (CE)(@WSL / Kenneth Morris).
O paulista Filipe Toledo e a cearense Silvana Lima são as esperanças de títulos do Brasil no último dia da etapa norte-americana do World Surf League Championship Tour, que será encerrada nesta sexta-feira em San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos. Filipe está nas quartas de final do Hurley Pro e Silvana Lima já é semifinalista do Swatch Pro, derrotando pela terceira vez a hexacampeã mundial Stephanie Gilmore nas boas ondas de 3-5 pés da quinta-feira em Lower Trestles. O campeão mundial Adriano de Souza foi barrado no penúltimo confronto do dia, faltando meio pontinho em sua última onda para ganhar do australiano Adrian Buchan a primeira vaga nas semifinais.
“Eu já disputei boas baterias com a Steph (Gilmore) e ela é sempre uma inspiração para mim”, disse Silvana Lima, que vai enfrentar a norte-americana Lakey Peterson nas semifinais. “Eu só tenho que agradecer ao Senhor por tudo que está acontecendo aqui. Essa onda se encaixa bem no meu surfe, é como um skatepark e sinto muita confiança em surfar aqui. Eu vou continuar fazendo o meu melhor e espero conseguir meu primeiro objetivo que é chegar na final. Sei que ainda tem mais uma bateria certamente difícil, mas vou dar tudo de mim pra isso”.
Silvana Lima e Filipe Toledo foram os únicos brasileiros a vencer baterias na quinta-feira. Filipe mora em San Clemente e disputou a segunda bateria masculina do dia, fechando a primeira rodada classificatória para as quartas de final. Ele enfrentou dois australianos, o novo número 3 do ranking, Julian Wilson, e Bede Durbidge. Filipe começou bem com nota 7,73 e pegou sua segunda onda remando no meio dos dois australianos.
A direita abriu e ele já mandou um aéreo full rotation muito alto, aterrissou na base, emendou uma batida forte jogando água, seguido por um arco bem longo e foi variando suas manobras modernas com pressão e velocidade até a onda terminar. A nota saiu 8,40 e confirmou a última vaga direta para as quartas de final por 16,13 pontos. Julian Wilson ficou em segundo com 14,00 e Bede Durbidge em terceiro com 13,16.
“Estou feliz por ter conseguido pegar boas ondas, o vento está bom para os aéreos e eu gosto muito de competir aqui, com toda minha família e amigos na praia, é muito bom”, disse Filipe Toledo. “As ondas até demoram um pouco para entrar, mas estão muito boas e estou feliz por ter vencido mais uma bateria. Agora é manter a concentração na próxima para continuar avançando, até chegar na final, que é o principal objetivo”.
Os dois derrotados por Filipe Toledo acabaram não aproveitando a segunda chance de classificação na repescagem e terminaram em nono lugar no Hurley Pro. O único australiano a passar foi Adrian Buchan, que foi o carrasco dos brasileiros na quinta-feira. Primeiro eliminou o potiguar Jadson André na abertura da quinta fase, depois vingou a derrota sofrida na final do Oi Rio Pro em Saquarema para Adriano de Souza nas quartas de final. Mas, foi por pouco. Mineirinho ficou a meio ponto da vitória em sua última onda e permanece em sexto lugar no ranking.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Surf - Galeria Prainha Master 2017 - Angelino dos Santos vence na Pro Master

Fonte Ricosurf / Autor Carlos Matias_
Angelino dos Santos. Foto: PhotoSurf Studio Nelson Veiga.
Terminou neste sábado a 2ª etapa do Prainha Master 2017, o circuito Master mais competitivo do Brasil. Em ondas de 0,5m a 1m foram conhecidos oito campeões.
Na Pro Master Angelino dos Santos venceu e assumiu a liderança do ranking. Marcelo Bispo reagiu nos últimos instantes e ficou como vice-campeão, seguido de Daniel Hardman (3º) e Angelo Hereda (4º).
Na Master deu Marcelo Debom. O surfista, que não competiu na primeira etapa, parou o líder do ranking, Pablo Pastor, que terminou em segundo lugar e  abriu uma boa vantagem na lista dos melhores da categoria. Rico (3º) e Ricardo Schor (4º), que agora é vice-líder do ranking, completaram o pódio.
Na Grand Master ninguém conseguiu parar Betinho Dang. O surfista venceu novamente e lidera o ranking com folga. Carlos Brunel ficou em segundo, Mauricio Artesanal em terceiro e Igor Cardoso em quarto.
Na Kahuna o atual campeão do Circuito Prainha Master, João Paulo Veiga, venceu pela primeira vez no ano e assumiu a lideraça. Guilherme Gralha ficou novamente em segundo lugar e segue na cola de JP no ranking. Guilherme Gomes (3º) e Duda Tedesco (4º) foram os outros finalistas da etapa.
Pena Glass venceu a segunda prova do ano no Prainha Master na categoria Grand Kahuna. O líder do ranking deixou pra trás Guilherme Gralha (2º), Zé Alla (3º) e Marcus Abreu (4º).
Na Legends Zé Alla foi o grande campeão e com os pontos conquistados assumiu a liderança do ranking. Lula Menezes ficou na segunda posição, Antonio Abrantes na terceira e Renato Phebo na quarta.
Na Super Legends deu Daniel Friedman e na Feminino Master Ana Amélia.

Surf - WSL South America promove três QS femininos em outubro

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Anali Gomez (PER) (Mauricio Espinoza).
A WSL South America confirmou mais duas novas etapas e vai promover o maior calendário do WSL Qualifying Series feminino da história na América do Sul esse ano. Já aconteceram duas e outras três serão realizadas em outubro, em três países diferentes para definir a campeã sul-americana profissional de 2017. A série começa com o já tradicional Maui and Sons Pichilemu Women´s Pro nas ondas desafiadoras de Punta de Lobos, nos dias 6 a 8 no Chile. Depois, tem a estreia do Neutrox Weekend também com status QS 1500 no Brasil, de 20 a 22 de outubro na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. E na semana seguinte, dias 28 e 29, o segundo QS 1000 do ano no Peru, o Reef & Paris Women´s Pro em San Bartolo.
“Esse é um dos objetivos da WSL South America, fazer mais eventos femininos para buscar novos talentos da categoria no Brasil e América do Sul”, disse Xandi Fontes, Diretor Geral da WSL South America. “Também estamos trabalhando para fortalecer os calendários da categoria Pro Junior em nosso continente nos próximos anos, bem como fazer novas parcerias para a produção de mais etapas com status QS 1000 e QS 1500, que são fundamentais para o desenvolvimento da base do esporte, pois servem como um trampolim para que consigam participar das provas mais importantes do WSL Qualifying Series”.
Além dos importantes pontos no ranking qualificatório na reta final da disputa pelas seis vagas na elite das top-17, que disputa o título mundial no World Surf League Championship Tour, as três provas também vão decidir o título sul-americano da WSL South America. A equatoriana Dominic Barona largou na frente desta briga, vencendo o QS 1000 Rip Curl Pro Argentina em Mar del Plata. Mas, a peruana Anali Gomez assumiu a liderança com a vitória no QS 1000 Jeep Pro San Bartolo no Peru, batendo a própria Dominic Barona na bateria final.

Surf - Yago Dora vence Michael Rodrigues em outra final brasileira em etapas do QS 6000 esse ano

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Podio (@WSL / Poullenot).
O catarinense Yago Dora venceu outra final brasileira em etapas do QS 6000 e praticamente garantiu sua vaga na elite dos top-34 que vai disputar o título mundial no World Surf League Championship Tour do ano que vem. Na primeira do ano com esse status, ele derrotou o líder do ranking, Jessé Mendes, em Newcastle, na Austrália. E nessa sexta-feira, a decisão do Azores Airlines Pro em Portugal foi contra o cearense Michael Rodrigues, que já havia sido vice-campeão em outro QS 6000 encerrado no último fim de semana na Espanha. Com a vitória, Yago Dora voltou ao segundo lugar no ranking com 19.610 pontos e Michael entrou na lista dos dez que se classificam para o CT, saltando do 12.o para o quarto lugar. Agora, o Brasil possui metade das vagas do WSL Qualifying Series.
“É um sentimento incrível conseguir uma segunda vitória este ano e nem tenho palavras para descrever tanta emoção”, disse Yago Dora. “No ano passado, eu não consegui ir tão bem no circuito e é muito louco como tudo mudou. Fazer a final com o Michael (Rodrigues) foi muito legal. Ele acabou de fazer uma final na Espanha e voltou a surpreender aqui também, então espero que ele consiga mais bons resultados no restante do ano para entrar no CT, porque surfa muito e merece também”.
Os dois são especialistas nas manobras aéreas, que arrancaram as maiores notas dos juízes nas ondas de 3-4 pés da Praia de Santa Bárbara formando boas rampas para voar na Ilha de São Miguel, nos Açores. Foi assim que Yago Dora ganhou uma nota 9,0 para despachar o espanhol Gony Zubizarreta no primeiro confronto da sexta-feira. O catarinense repetiu o ataque para derrotar o australiano Wade Carmichael por 16,00 pontos com nota 9,23 na semifinal. E na decisão do título, conseguiu um 7,07 para superar Michael Rodrigues por 13,50 a 12,27 pontos e levantar o troféu de campeão do Azores Airlines Pro, que no ano passado foi vencido pelo pernambucano Ian Gouveia.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Kite - Novo North Vegas 2018

Fonte GOKITE
O Vegas é um dos kites mais desejados para Freestyle e Wakestyle do mercado, é a escolha da maioria dos pro riders. Aaron Hadlow é o rider que desenvolve este modelo que esta ainda melhor para 2018. O kite esta extremamente rígido e estável, toda essa estrutura dá ao velejador muito mais pop. O grande diferencial do Vegas é o slack, que facilita ainda mais as manobras unhooked e handle-passes. A resposta imediata do kite deixa o velejo muito mais confortável fazendo do Vegas um kite bem amigável para os Freestylers também. Com 3 opções de set-up e várias regulagens, o Vegas pode ser transformado para o estilo de qualquer velejador.

Surf - Silvana Lima assume liderança do QS 2017 na Espanha

João Carvalho – WSL South America Media Manager
Silvana Lima (CE) (@WSL / Masurel)
A cearense Silvana Lima voltou ao topo do ranking do WSL Qualifying Series, como terminou no final do ano passado. Ela foi a grande sensação do sábado na Espanha, fazendo uma bateria incrível somando duas notas 9,33 no maior placar do QS 6000 Pull&Bear Pantin Classic Galicia Pro. No entanto, o mar ficou ruim na Playa de Pantin durante as semifinais e faltou onda para ela repetir as boas atuações. A havaiana Coco Ho já tinha barrado a equatoriana Dominic Barona nas quartas de final e passou pela brasileira para conquistar sua segunda vitória consecutiva na Europa. A decisão do título na Espanha foi contra a norte-americana Caroline Marks e Coco Ho entrou no grupo das seis indicadas pelo ranking do QS para o World Surf League Championship Tour.
“Estou muito feliz em estar aqui em Pantin de novo, é a minha terceira vez e finalmente consegui um bom resultado”, disse Coco Ho, que destacou a beleza da Galícia e da Playa de Pantin, que ficou lotada no sábado, como nos outros dias da semana. “Foi incrível ver lá de dentro d´água, tantas pessoas na praia só para assistir o campeonato. Então, obrigado a todos por terem vindo nos apoiar e parabéns aos organizadores desse evento”.  
A havaiana já faz parte da elite das top-17 que está no CT esse ano, porém de fora da lista das dez primeiras colocadas que são mantidas na divisão principal para o ano que vem. Agora, Coco Ho passa a garantir sua permanência pelo G-6 do QS, assim como já estão fazendo a nova líder do ranking, Silvana Lima, e as australianas Keely Andrew e Bronte Macaulay.
Silvana fez uma bateria incrível na quarta de final contra Keely Andrew, registrando o maior placar do campeonato, 18,66 pontos, com duas notas 9,33 recebidas na melhor apresentação da semana nas ondas da Playa de Pantin. Depois, competiu numa hora ruim do mar nas semifinais e foi barrada por Coco Ho por apenas 9,67 a 6,27 pontos.
“Eu gosto muito daqui de Pantin, pois é um lugar que sempre consigo bons resultados”, disse Silvana Lima, que dividiu o terceiro lugar em Pantin com Bronte Macaulay. “O terceiro lugar foi ótimo também pelos pontos e agora estou em primeiro no ranking de novo, o que é muito bom. Assim, posso ficar até mais tranquila em relação ao CT do ano que vem”.
Entre as seis que estão se classificando para o CT 2018, uma das novidades em relação as tops desse ano é Caroline Marks, de apenas 15 anos de idade, que subiu da sexta para a terceira posição no ranking com o vice-campeonato em Pantin. A californiana já tinha sido a grande surpresa na etapa passada com status QS 6000, só parando nas semifinais do Paul Mitchell Supergirl Pro em Oceanside, na Califórnia, onde ficou em terceiro lugar.
“Foi uma semana incrível e me sinto abençoada e muito grata por todo o suporte que recebi aqui”, disse Caroline Marks. “Eu não estava pensando em pontos, apenas em surfar o meu melhor, mas é realmente excitante estar nessa posição no ranking. Quero só continuar fazendo o meu melhor para ver o que vai acontecer no final. Tenho algumas viagens até o evento de Sydney (em novembro), então até lá vou continuar curtindo esse sonho de estar no CT”.

Surf - Hurley Pro Trestles começa nesta quarta-feira nos EUA

João Carvalho – WSL South America Media Manager
Adriano de Souza (SP) (@WSL / Sean Rowland)
Um confronto brasileiro entre Adriano de Souza, Wiggolly Dantas e Miguel Pupo, vai abrir a oitava das onze etapas do World Surf League Championship Tour nos Estados Unidos. Eles foram escalados na primeira bateria do Hurley Pro at Trestles, que começa nesta quarta-feira e tem prazo até 17 de setembro para ser encerrado em San Clemente, na Califórnia. E mais dois brasileiros entram juntos na segunda, Caio Ibelli e Jadson André. Apenas quatro competirão com surfistas de outros países na rodada inicial. A vitória vale passagem direta para a terceira fase, mas os perdedores têm uma segunda chance de classificação.
Pelo menos, um brasileiro já está garantido na primeira bateria. Enquanto Adriano de Souza está na briga direta pela liderança do Jeep WSL Ranking, Wiggolly Dantas e Miguel Pupo lutam na parte de baixo da tabela. Wiggolly defende vaga no grupo dos 22 primeiros colocados que são mantidos na elite do CT para o ano que vem, ocupando a 19.a posição. Já Miguel, está fora da zona de classificação e a condição mínima para entrar no G-22 em Trestles é vencer o campeonato, dependendo ainda dos resultados dos que estão acima dele no ranking.
Pupo divide o 32.o lugar com o potiguar Jadson André, que se encontra na mesma situação difícil para permanecer no grupo dos top-34 que disputa o título mundial da World Surf League. Jadson estreia na bateria seguinte, junto com o paulista Caio Ibelli, que também precisa de um bom resultado para sair da perigosa vigésima posição no ranking. Os dois vão disputar a segunda vaga para a terceira fase com o australiano Julian Wilson, que vem de vitória no Billabong Pro Tahiti, impedindo o bicampeonato de Gabriel Medina em Teahupoo.
Outros dois brasileiros que estão fora do G-22, porém mais perto da zona de classificação, serão os próximos a se apresentar nas ondas de alta performance de Lower Trestles. A parada vai ser dura, contra os líderes do ranking e os convidados desta etapa. O potiguar Italo Ferreira é o 23.o colocado e a briga dele com o australiano Bede Durbidge (22.o) e o francês Jeremy Flores (21.o), é fase a fase no Hurley Pro. Italo vai estrear na quinta bateria, contra o atual campeão mundial, John John Florence, e o vencedor da triagem, o japonês Hiroto Ohhara.
O pernambucano Ian Gouveia entra na seguinte, encabeçada pelo atual número 1 do Jeep WSL Leaderboard, Jordy Smith, que tirou a lycra amarela do australiano Matt Wilkinson na etapa do Taiti. O terceiro adversário é o convidado Evan Geiselman, dos Estados Unidos. O sul-africano venceu o Hurley Pro at Trestles no ano passado, barrando na semifinal o grande favorito ao título, Filipe Toledo, com seus aéreos nas ondas de Lower Trestles. Os dois moram em San Clemente e conhecem bem o local da etapa norte-americana.
Filipe Toledo será o último brasileiro a competir, na nona bateria contra dois europeus que estão estreando na divisão de elite da World Surf League esse ano, o francês Joan Duru e o italiano Leonardo Fioravanti. Antes de Filipe, Gabriel Medina faz sua primeira apresentação disputando a sétima vaga direta para a terceira fase, com o australiano Adrian Buchan e o norte-americano Nat Young.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Surf - Decisão do Pena Little Monster 2017 será no Rio de Janeiro

João Carvalho - JBC Notícias e Assessoria do Surf_
Chegou a hora de conhecer os campeões do Pena Little Monster 2017 e as inscrições já estão abertas para a terceira e última etapa do circuito iniciado em Paracuru (CE), que também passou por Itacaré (BA). A competição criada em 2014 pela marca Pena para revelar novos monstrinhos do surfe no Nordeste, cresceu ao longo dos anos, passou a valer pelo Circuito Pro Junior da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP), agora vai estrear na Região Sudeste do país. A etapa final será nos dias 15 a 17 de setembro em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
A decisão do Pena Little Monster 2017 será realizada na Praia do Forte com apresentação da CT Wax, patrocínio da Pena Surf Wear e Prefeitura Municipal de Cabo Frio, apoio da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ) e Cabo Frio Surf Clube. O evento é promovido pela Top 16 Promoções e a categoria Pro Junior organizada pela Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP). A competição será transmitida ao vivo pelo www.pena.com.br desde a sexta-feira, 15 de setembro, até a decisão dos títulos das oito categorias no domingo.
A principal disputa é pelos títulos brasileiros Pro Junior masculino e feminino, que ainda terão outra etapa promovida pela ABRASP para definir os campeões da temporada 2017. No entanto, os resultados nas três provas do Pena Little Monster são decisivas e dois surfistas estão dividindo a liderança do ranking, com o cearense Mathias Ramos e o potiguar Israel Junior obtendo resultados iguais nas ondas do Ronco do Mar em Paracuru e da Praia da Tiririca em Itacaré. Entre as meninas, quem está na frente é Kayane Reis, do Rio de Janeiro, mas com apenas 20 pontos de vantagem sobre a cearense Yanca Costa.
Nas categorias dos monstrinhos, divididas por idade, serão computados no ranking final apenas os dois melhores resultados nas três etapas do Circuito Pena Little Monter 2017. A batalha principal pelos títulos será entre surfistas do Ceará e do Rio Grande do Norte. A única exceção é na Sub-16, liderada por Daniel Templar, de Saquarema, Rio de Janeiro, que é seguido de perto pelos cearenses Thiago Eduardo e Lucas Bezerra. Templar ganhou a segunda etapa em Itacaré e assumiu a ponta do ranking com 1.656 pontos.
Na categoria Sub-14, o multicampeão da história do Pena Little Monster, Cauã Costa, cearense patrocinado pela marca Pena, é franco favorito a mais um título. Ele venceu a etapa de abertura em casa no Ceará e ficou em segundo lugar na da Bahia. Cauã lidera com 1.900 pontos, contra 1.092 do segundo colocado no ranking, o paulista Yan Sondahl. Em Itacaré, estreou uma nova categoria, a Sub-14 feminina, com a atual campeã sul-americana Pro Junior da WSL South America, Tainá Hinckel, de Santa Catarina, confirmando o favoritismo.
Na categoria Sub-12, a disputa do título está bem mais acirrada, com apenas 44 pontos de diferença entre os três primeiros colocados no ranking das duas primeiras etapas do Pena Little Monster 2017. O cearense Pedro Rian está na frente com 1.385, contra 1.341 do seu conterrâneo Guilherme Lemos e do potiguar Alisson Matheus, que dividem o segundo lugar.

Surf - Brasileiros são maioria entre os 24 melhores no QS 6000 de Pantin na Espanha

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Jessé Mendes (SP) (@WSL / Masurel).
Os brasileiros seguem firmes na busca por mais uma vitória nas etapas mais importantes do WSL Qualifying Series esse ano. Eles decidiram os títulos em todas até agora e ganharam as três com status QS 6000, como a que está acontecendo nessa semana na Espanha, com Yago Dora vencendo a primeira e Jessé Mendes as outras duas. Na quinta-feira, eles e mais sete brasileiros conquistaram a maioria das 24 vagas para a quarta fase do Pull&Bear Pantin Classic Galícia Pro nas esquerdas da Playa de Pantin. Eles vão disputar classificação para as oitavas de final do QS 6000 da Espanha, junto com o peruano Miguel Tudela e o uruguaio Marco Giorgi reforçando a participação sul-americana, contra quatro australianos, três norte-americanos, três havaianos, três franceses e nenhum espanhol.
O último foi barrado na bateria que fechou a quinta-feira, com o brasileiro Flavio Nakagima superando o experiente Aritz Aranburu no confronto vencido pelo defensor do título do Pantin Classic, o norte-americano Kanoa Igarashi. Nakagima tinha começado bem com nota 8,33 e ainda somou um 7,87 para ganhar a última vaga do dia por 16,20 a 13,97 pontos. Já Kanoa Igarashi arrebentou nas esquerdas de Pantin e fez três ondas no critério excelente dos juízes para totalizar 17,77 pontos. Foi o maior placar da terceira e última rodada de confrontos formados por quatro competidores.
Agora serão três disputando duas vagas para as oitavas de final, quando os duelos passam a ser homem a homem, sistema que prossegue até a decisão do título. São tantos brasileiros que eles acabarão se enfrentando, como vem acontecendo desde os primeiros dias. Na quinta-feira, aconteceram duas baterias com três brasileiros contra um australiano, que acabou tirando dois deles. Foi assim na segunda da quarta fase, com dois catarinenses que estão entre os dez primeiros do ranking que se classificam para a elite dos top-34 da World Surf League. O sétimo colocado, Yago Dora, venceu, porém o número 6, Willian Cardoso, acabou eliminado pelo australiano Reef Heazlewood, junto com o carioca Lucas Silveira.
Com a classificação, Yago já tirou a sexta posição de Willian no WSL Qualifying Series e vai disputar as duas primeiras vagas para as oitavas de final num confronto sul-americano com o cearense Michael Rodrigues e o uruguaio Marco Giorgi. O número 1 do ranking e já garantido no CT 2018, Jessé Mendes, entra na terceira bateria com o norte-americano Evan Geiselman e o australiano Ryan Callinan. E na sequência, o peruano Miguel Tudela enfrenta mais dois brasileiros, o paulista Alex Ribeiro e o capixaba Rafael Teixeira.
Depois, tem o paranaense Peterson Crisanto abrindo a chave de baixo, que vai apontar o segundo finalista do QS 6000 Pull&Bear Pantin Classic Galicia Pro, contra os franceses Jorgann Couzinet e Andy Criere na quinta bateria. Na sexta, está o quarto colocado do ranking, o catarinense Tomas Hermes, junto com o paulista Thiago Guimarães e o australiano Josh Kerr, que completou um aéreo incrível numa onda que valeu a maior nota do campeonato – 9,93.
Quem chegou perto desse recorde foi o jovem brasileiro Weslley Dantas, que acertou um “alley-oop” enorme que valeu nota 9,27. Foi na bateria do Tomas Hermes, que achou boas ondas para mostrar o seu repertório de manobras para somar duas notas na casa dos 7 pontos e superar o dono da maior nota por 14,90 a 14,44. Os dois estavam se classificando, mas no final o francês Jorgann Couzinet arriscou tudo na sua última onda e ganhou 8,50. Com essa nota, pulou do terceiro para o primeiro lugar e eliminou Weslley Dantas, junto com o australiano Dean Bowen.
VAGAS NO G-10 – Fechando a participação brasileira na quarta fase, o paulista Flavio Nakagima disputa a penúltima classificatória para as oitavas de final com dois concorrentes diretos por vagas no G-10 do QS, o havaiano Keanu Asing e o californiano Nat Young. Keanu é o oitavo colocado no ranking e os que estão logo abaixo dele já perderam, o americano Patrick Gudauskas (nono), o japonês Hiroto Ohhara (décimo) e o neozelandês Ricardo Christie (11.o). Nat Young está em 13.o lugar e os brasileiros mais próximos da zona de classificação para o CT são Alex Ribeiro em 16.o e Flavio Nakagima em 21.o, já que o catarinense Alejo Muniz em 18.o ficou na quinta-feira.
No momento, quatro brasileiros estão no G-10, o líder Jessé Mendes, Tomas Hermes em quarto lugar, Yago Dora agora em sexto e Willian Cardoso em sétimo. Os quatro que decidiram os títulos das cinco etapas mais importantes do WSL Qualifying Series esse ano. O primeiro QS 6000 já terminou com uma final brasileira e Yago Dora foi o campeão derrotando Jessé Mendes, que ganhou as outras duas com o mesmo status, a segunda consecutiva na Austrália e a do Japão. Já Willian Cardoso e Tomas Hermes foram vice-campeões nos dois únicos QS 10000 do ano. Willian perdeu para o atual líder da corrida do título mundial, Jordy Smith, em Ballito, na África do Sul. E Tomas para o também surfista local, Kanoa Igarashi, no US Open of Surfing em Huntington Beach.