terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Surf - Medina perde para Pupo na abertura do Pipe Masters

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Miguel Pupo (SP) (@WSL / Poullenot).
A segunda-feira amanheceu com as séries bombando tubos de 8-10 pés em Pipeline e Backdoor para começar o Billabong Pipe Masters no quarto dia do prazo da decisão do título do World Surf League Championship Tour 2017 no Havaí. Dos quatro concorrentes, o líder John John Florence e o número 3 do ranking, Jordy Smith, estrearam com vitórias e passaram direto para a terceira fase. Julian Wilson foi o primeiro a ser mandado para a repescagem e o vice-líder, Gabriel Medina, perdeu na bateria que Miguel Pupo surfou o tubo mais incrível do dia em Banzai Pipeline, ganhando nota 10 de três dos cinco juízes, com a média ficando em 9,93. Caio Ibelli foi o outro único brasileiro a vencer na segunda-feira e outros dois ainda vão competir nos confrontos da primeira fase que ficaram para abrir a terça-feira no Havaí.
“Fiquei feliz por ter vindo aquela onda animal pra mim”, disse Miguel Pupo, que mesmo com a maior nota do dia, só conseguiu confirmar a vitória no minuto final da bateria toda liderada pelo havaiano Benji Brand. “Eu estava tentando pegar as direitas do Backdoor e acabou vindo esse tubaço em Pipeline, o que foi até engraçado porque nem eu esperava. Sempre quando você consegue uma nota alta assim, todos sabem que você pode fazer outra. Eu bem que tentei isso, mas não tinha muitas oportunidades para surfar lá fora. Eu meio que cai em algumas ondas, cometi alguns erros, mas finalmente consegui esse tubo no final pra vencer”.
Um grande público lotou a praia para assistir a primeira apresentação dos melhores surfistas do mundo no maior palco do esporte. As primeiras tentativas de surfar os tubos de Pipeline foram do potiguar Jadson André na bateria que abriu o Billabong Pipe Masters 2017 em memória a Andy Irons. No entanto, ele não conseguia sair da maioria e o francês Jeremy Flores completou os melhores para vencer por apenas 10,17 pontos nas duas notas computadas.
As ondas fantásticas que todos viram no início da manhã, já não estavam tão consistentes quando começaram as baterias. Somente na terceira, o número 4 do ranking, Julian Wilson, surfou um tubo muito bom que valeu nota 8,00, mas já havia cometido uma interferência e foi derrotado por Conner Coffin somando 6,33 com 4,23. O norte-americano é o penúltimo colocado no grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite e precisa de um bom resultado para confirmar sua permanência para o ano que vem.
Na disputa seguinte, o último do G-22, Bede Durbidge, também perdeu para o terceiro do ranking, Jordy Smith, que começou bem, achando um tubaço no Backdoor nota 8,67. O sul-africano logo tirou 7,90 em outro bom tubo para fazer o maior placar do dia, 16,57 pontos. O Brasil voltou ao mar no confronto seguinte e em dose dupla, com Gabriel Medina e Miguel Pupo estreando juntos com o havaiano Benji Brand. E o surfista que ganhou uma das duas vagas de convidados no Pipe Invitational disputado na sexta-feira, largou na frente com um tubo 7,17 e liderou toda a bateria.
MELHOR TUBO – Mesmo depois de Miguel Pupo surfar o tubo mais incrível da segunda-feira numa morra de 10 pés nas esquerdas de Pipeline. Ele dropou a onda de cabeça pra baixo, já botando pra dentro de um tubaço, sumiu na cortina d´água e saiu na baforada para arrancar nota 10 de três dos cinco juízes. Um deles foi cortado com a mais baixa e a média das outras três notas ficou em 9,93. Como ele tinha meio ponto da sua primeira tentativa de pegar um tubo, o havaiano Benji Brand permanecia na frente com as notas 4,67 e 7,17 das suas primeiras ondas e Medina em último sem surfar nada há 15 minutos do fim da bateria.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Surf - John John x Medina, Duelo de Gigantes

Fonte Waves_
Com um título mundial pra cada lado, Gabriel Medina e John John Florence lideram a troca de guarda do Circuito Mundial e muito provavelmente comandarão o Championship Tour nos próximos anos.
 Ambos chegam à Pipeline como grandes favoritos ao título, mas John John, líder do ranking, leva uma pequena vantagem sobre o brasileiro e depende só de si para levantar o caneco pelo segundo ano consecutivo.
 A favor de Medina pesa o fato de o brasileiro ter vencido as duas últimas provas (França e Portugal), além de ter sido o grande campeão do evento teste no Surf Ranch, que fará parte do Tour já na próxima temporada.
 Para acirrar a rivalidade, a revista Surfer editou dois clipes que mostram as notas superiores a 9.00 obtidas pelos surfistas nesta temporada. Confira.
Saiba as chances matemáticas dos candidatos ao título:
Julian Wilson
Precisa vencer a etapa e torcer para John John não passar da terceira fase, Jordy Smith não chegar à final e Gabriel Medina não chegar às quartas.
Jordy Smith
Precisa chegar à final. Se for segundo, Gabriel Medina não pode chegar à semifinal e John John não pode passar pela terceira fase. Vencendo em Pipe, o sul-africano precisa torcer para Medina perder antes da final e John John não chegar às quartas.
Gabriel Medina
Se chegar às quartas de final, John John não pode passar pela terceira fase e Jordy Smith não pode ser finalista;
Se for à semi, John John não pode passar pela terceira fase e Jordy Smith não pode vencer a etapa;
Se for vice-campeão, John John não pode chegar às quartas;
Se vencer a etapa, John John não pode ser o vice.
John John Florence
Se for finalista em Pipeline, garante o título mundial;
Se ficar em terceiro ou quinto, Gabriel Medina não pode vencer a etapa;
Se for nono colocado, Gabriel Medina não pode ser finalista e Jordy Smith não pode vencer a etapa;
Caso o havaiano perca na repescagem ou round 3, Medina não pode chegar às quartas, Jordy Smith não pode ser finalista e Julian Wilson não pode vencer a prova.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Surf - Billabong Pipe Masters decide campeão mundial e define os 34 para o CT 2018

João Carvalho – WSL South America Media Manager
Gabriel Medina (SP) (@WSL / Masurel)
O prazo do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons, começa na sexta-feira e tem até o dia 20 de dezembro para fechar a temporada 2017 do World Surf League Championship Tour. Os surfistas já estão escalados e o havaiano John John Florence e o brasileiro Gabriel Medina vão tentar o bicampeonato mundial, mas o sul-africano Jordy Smith e o australiano Julian Wilson têm chances de conseguir o primeiro título deles esse ano. Também em Banzai Pipeline será definida a lista dos top-34 que vão disputar o CT 2018 e a briga pelas últimas vagas no grupo dos 22 que são mantidos na elite, vai envolver quatorze surfistas na parte de baixo da tabela.
A batalha principal pelo título mundial está mais concentrada em John John Florence e Gabriel Medina, que venceu as duas etapas da perna europeia na França e em Portugal, última parada antes da grande final no templo sagrado do esporte na ilha de Oahu. O havaiano tem 53.350 pontos no ranking e o brasileiro está com 50.250, precisando no mínimo chegar nas quartas de final para atingir 53.700. John John confirma o bicampeonato consecutivo se chegar na final do Billabong Pipe Masters, o que ainda não conseguiu.
No entanto, se o havaiano parar nas semifinais, por exemplo, Medina ainda tem chance de lhe tirar o título se vencer o campeonato, o que ele também não conseguiu ainda, apesar de já ter feito duas finais em Banzai Pipeline. A primeira perdeu para Julian Wilson depois de festejar o título mundial em 2014. No ano seguinte, a decisão foi brasileira e Medina já tinha conquistado a Tríplice Coroa Havaiana e garantido o título mundial de Adriano de Souza ao barrar Mick Fanning nas semifinais. Mineirinho depois ganhou a coroa do Pipe Masters.
John John Florence pode ir dificultando as chances de Gabriel Medina a cada bateria que vencer em Pipeline. Se passar pela terceira fase, obriga o brasileiro a chegar na final para supera-lo. Se ganhar mais uma e avançar para as quartas de final, Medina já vai precisar vencer o campeonato, mesma situação se o havaiano chegar nas semifinais. Já os outros dois concorrentes, John John tira Julian Wilson da briga se passar pela terceira fase e acaba com as chances de Jordy Smith se avançar para as quartas de final.

Surf - Taylor Jensen é tricampeão mundial de Longboard

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Taylor Jensen (EUA) (@WSL / Tim Hain).
Depois de dois dias de espera, as ondas voltaram a apresentar boas condições na praia Jinzun Harbour no domingo, para fechar o Taiwan World Longboard Championship na Ilha Taiwan. O brasileiro Phil Rajzman ganhou o primeiro duelo do dia, mas perdeu a grande final para Edouard Delpero. Com a vitória, o francês igualou os resultados de Taylor Jensen na liderança do ranking, então foi preciso realizar uma bateria extra para definir o título e o norte-americano confirmou o tricampeonato, repetindo as suas conquistas de 2011 e 2012.
“Isso nem parece ser real para mim agora, mas estou muito feliz”, disse Taylor Jensen. “Essa semana foi uma verdadeira montanha-russa de emoções com a minha derrota nas quartas de final (para Phil Rajzman). Fiquei na expectativa vendo alguns concorrentes caírem e foi uma semana tensa para mim, fiquei muito nervoso e nem conseguia dormir direito. Então, quando vi que teria que surfar de novo, eu apenas tratei isso como se fosse uma final normal e foi muito legal ter uma bateria extra para decidir o título”.
 Isso só havia acontecido uma vez na história da World Surf League, para decidir o título mundial Pro Junior de 2011. Naquele ano, o brasileiro Caio Ibelli liderava o ranking das três etapas, mas o australiano Garrett Parkers igualou sua pontuação na última delas, na Austrália. Então, os dois tiveram que definir o campeão num tira-teima e Caio Ibelli ficou com o título. Agora, o fato se repetiu para definir o campeão mundial de Longboard de 2017.
O californiano Taylor Jensen tinha vencido a primeira etapa em Papua Nova Guiné e foi barrado pelo brasileiro Phil Rajzman nas quartas de final. Com exceção do carioca, os três outros semifinalistas tinham chance de igualar seus resultados com a vitória no Taiwan World Longboard Championship, pois haviam ficado em quinto lugar em Papua Nova Guiné. O único que poderia garantir o tricampeonato de Taylor Jensen sem precisar de uma bateria extra era o próprio Phil Rajzman se vencesse a etapa da Ilha Taiwan, mas ele não conseguiu.