sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Deseja que neste Natal e em todos os dias do próximo ano, possamos fazer de Jesus nosso melhor amigo, pois Ele é o maior motivo do Natal e da nossa existência. Feliz Natal e um Novo Ano cheio de amor, paz, amizade, humildade,  sabedoria e muito sport com muito Surf.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Surf - John John Florence conquista o Bicampeonato Mundial

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
John John Florence (HAV) (@WSL / Tony Heff).
Infelizmente, faltou onda para Gabriel Medina na bateria contra o francês Jeremy Flores, que acabou garantindo o bicampeonato mundial de John John Florence com a vitória sobre o brasileiro nas quartas de final. Jeremy ainda carimbou a faixa do havaiano na final, para conquistar sua segunda coroa de campeão do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons. Depois de festejar o título com a torcida que lotou a praia na segunda-feira, John John venceu sua última bateria na semifinal com o pernambucano Ian Gouveia, que ficou em terceiro lugar em sua primeira participação no Pipe Masters. Ele não conseguiu garantir sua vaga na elite, mas será o primeiro substituto dos top-34 no ano que vem, por ter terminado em 23.o lugar no ranking final do World Surf League Championship Tour 2017.
“Sempre foi meu sonho ganhar o título mundial aqui em casa”, disse John John Florence. “Eu fiquei muito nervoso neste evento e nem sei o que dizer, estou tremendo agora. Tanta gente veio aqui na praia torcer por mim e isso foi incrível. Foi um ano fantástico e acho que aprendi bastante sobre mim mesmo com toda essa pressão. Foi assustador ter alguém como o Gabriel (Medina) brigando pelo título, pois ele é um excelente surfista e um grande competidor. O que ele fez na Europa foi incrível, ganhou dois eventos seguidos e teria sido legal se tivéssemos feito a final aqui. Eu quase consegui ser um Pipe Masters, mas estou feliz pelo Jeremy Flores. A última onda dele foi insana e ele surfou muito bem o evento todo, então mereceu a vitória”.
Antes de perder pela segunda vez para Jeremy Flores na segunda-feira, Medina tinha feito a melhor apresentação do Billabong Pipe Masters esse ano. A maioria da torcida de John John Florence achava que Kelly Slater poderia encerrar a disputa do título mundial nessa bateria, mas Medina liquidou o maior ídolo do esporte logo nas duas primeiras ondas que surfou. Foram dois tubaços no Backdoor que valeram notas 8,90 e 9,07 para o brasileiro fazer o maior placar do ano em Pipeline, 17,97 pontos de 20 possíveis.
No entanto, o mar estava bastante irregular na segunda-feira. Algumas baterias aconteciam com boas ondas, outras não e foi assim no confronto de Gabriel Medina com Jeremy Flores nas quartas de final. Na bateria anterior, John John Florence pegou altos tubos contra Julian Wilson e chegou perto do recorde de Medina com os 17,60 pontos que somou com notas 8,83 e 8,77. Depois, as ondas pararam de entrar e o francês conseguiu pegar o melhor tubo da bateria para acabar com a chance de bicampeonato do brasileiro por 12,76 a 6,04 pontos.
“Estou bem cansado agora, porque dei tudo de mim lá dentro d´água”, disse Gabriel Medina. “2017 foi um grande ano, apesar de uma lesão que tive no início do ano, que não foi bom pra mim, mas tentei fazer o meu melhor. Eu tive alguns resultados ruins, mas também consegui bons resultados. Foi um ano longo e é difícil lidar com estes altos e baixos, isso foi estressante, mas faz parte do jogo. Meu objetivo aqui era chegar na final, não consegui, mas no ano que vem estarei de volta com tudo de novo”.
Com a derrota de Medina, dois brasileiros ainda tinham objetivos a atingir no Pipe Masters. Se chegasse na grande final, o potiguar Italo Ferreira tiraria o título de campeão da Tríplice Coroa Havaiana do norte-americano Griffin Colapinto, uma das novidades entre os top-34 do CT 2018. Italo entrou na bateria seguinte e a condição do mar ainda estava ruim, então arriscou até os aéreos e liderou o confronto até Kanoa Igarashi achar um tubo nota 7,67 para vencer por 9,57 a 8,67. Com isso, garantiu o título da Tríplice Coroa para o seu compatriota.
Em seguida começaram as semifinais com Ian Gouveia enfrentando o novo bicampeão mundial John John Florence. O pernambucano precisava vencer o campeonato para conseguir a última vaga para o CT 2018 e vinha fazendo grandes apresentações em sua primeira participação nos tubos de Pipeline e Backdoor. Tinha derrotado outro campeão mundial, Joel Parkinson, e achou dois tubos na difícil condição do mar para liderar o duelo com o havaiano até o fim com notas 6,83 e 5,50.
No entanto, John John acha uma onda no último minuto no Backdoor, passa por dentro de um tubo mais longo e ainda manda um aéreo para ganhar nota 8,73 e avançar para a grande final por 12,56 a 12,33 pontos. Esse era o resultado que John John precisava para garantir seu segundo título mundial por ele mesmo. Poderia ter fechado a temporada com chave de ouro com sua primeira coroa de Pipe Masters, mas o francês Jeremy Flores não deixou.
O havaiano ainda surfou o melhor tubo da bateria, recebeu a maior nota e somou o 8,93 com 7,23, descartando um 7,03 da sua última onda. Jeremy só reagiu no final, entrando na briga com um tubo 7,90 e conseguiu a virada com o 8,33 recebido no último que surfou, mudando o resultado para 16,23 a 16,16 pontos. O francês chegou no Havaí com sua vaga ameaçada na elite e saltou da 19.a para a 15.a posição no ranking com sua segunda vitória no Billabong Pipe Masters. E conseguiu isso derrotando os dois melhores surfistas da temporada.
“Ganhar o Pipe Masters contra o John John Florence assim, no Backdoor perfeito com uma onda nos últimos segundos, foi demais”, disse Jeremy Flores. “Eu nem poderia sonhar com uma maneira melhor de vencer o Pipe Masters. Parabéns ao John John e ao Gabriel (Medina), vocês estão em outro nível. Meu objetivo era vencer esse evento, mas conseguir isso é muito louco. Para ser sincero, eu não gosto de ser aquele cara que entra na briga de um título decisivo. É por isso que, honestamente, me senti mal quando ganhei do Gabriel. Deveria ser um confronto entre eles, pois esses caras trabalham muito duro também. Eu só queria um bom resultado para não sair do CT e acabei conseguindo ganhar este título para a França, então estou feliz porque isso não acontece muitas vezes”.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Surf - Medina segue na Briga pelo Bicampeonato Mundial

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Gabriel Medina (SP) (@WSL / Kelly Cestari).
Os tubos voltaram a aparecer no domingo para as duas primeiras rodadas eliminatórias do Billabong Pipe Masters no Havaí. O título mundial de 2017 do World Surf League Championship Tour poderia até ser definido e o dia foi tenso, com disputas decisivas rolando também pelas últimas vagas para o CT 2018. Gabriel Medina ganhou suas duas baterias e segue na briga pelo bicampeonato mundial com John John Florence. Os dois vão ter duas chances de classificação para as quartas de final, assim como mais três brasileiros que passaram pela terceira fase, Caio Ibelli, Italo Ferreira e Ian Gouveia.
Medina e Ian competiram duas vezes no domingo, pois tiveram que disputar a repescagem por terem perdido na primeira fase. Pela manhã, os tubos estavam mais constantes nas séries de 4-6 pés com vento terral, principalmente no Backdoor, mas alguns rodando também nas esquerdas de Pipeline. À tarde, as condições ficaram bem irregulares e vários duelos da terceira fase foram fracos de ondas, com poucas abrindo tubos para dividir entre quatro competidores no sistema de baterias simultâneas utilizado no Havaí.
Gabriel Medina entrou na primeira do dia e começou bem, pegando um tubo de backside nas direitas do Backdoor. Na saída, ele manda uma batida muito vertical no crítico da onda e mais uma para largar na frente com nota 6,33. Enquanto Dusty Payne tinha prioridade de escolha da próxima onda, Medina acha uma esquerda tubular em Pipeline para receber outro 6,33. O havaiano responde num tubo maior em Backdoor para continuar na briga com nota 7,17.
Depois disso, parou de entrar ondas, que só voltaram nos 15 minutos finais, com Medina pegando um tubaço de backside no Backdoor. Ele fica entocado lá dentro e reaparece vibrando com a onda considerada como a melhor do campeonato pelos juízes até ali. A nota foi 9,0 e com ela, o havaiano passou a precisar de um 8,17 para vencer, só que não entrou mais nenhuma onda com potencial para isso e Medina confirmou o favoritismo sobre o havaiano com as marcas a serem batidas no domingo, nota 9,0 e 15,33 pontos.
Quando ele voltou ao mar para competir à tarde, as condições já estavam bem diferentes e ele ficou a primeira metade dos 40 minutos da bateria sem surfar nada contra o australiano Josh Kerr. Depois ficou mais ativo e teve que fazer manobras em suas primeiras ondas, que não foram bem pontuadas. De tanto insistir, nos minutos finais achou um bom tubo para receber a maior nota da bateria – 6,57 – e vencer por uma pequena diferença de 10,00 a 9,83 pontos.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Surf - Medina perde para Pupo na abertura do Pipe Masters

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Miguel Pupo (SP) (@WSL / Poullenot).
A segunda-feira amanheceu com as séries bombando tubos de 8-10 pés em Pipeline e Backdoor para começar o Billabong Pipe Masters no quarto dia do prazo da decisão do título do World Surf League Championship Tour 2017 no Havaí. Dos quatro concorrentes, o líder John John Florence e o número 3 do ranking, Jordy Smith, estrearam com vitórias e passaram direto para a terceira fase. Julian Wilson foi o primeiro a ser mandado para a repescagem e o vice-líder, Gabriel Medina, perdeu na bateria que Miguel Pupo surfou o tubo mais incrível do dia em Banzai Pipeline, ganhando nota 10 de três dos cinco juízes, com a média ficando em 9,93. Caio Ibelli foi o outro único brasileiro a vencer na segunda-feira e outros dois ainda vão competir nos confrontos da primeira fase que ficaram para abrir a terça-feira no Havaí.
“Fiquei feliz por ter vindo aquela onda animal pra mim”, disse Miguel Pupo, que mesmo com a maior nota do dia, só conseguiu confirmar a vitória no minuto final da bateria toda liderada pelo havaiano Benji Brand. “Eu estava tentando pegar as direitas do Backdoor e acabou vindo esse tubaço em Pipeline, o que foi até engraçado porque nem eu esperava. Sempre quando você consegue uma nota alta assim, todos sabem que você pode fazer outra. Eu bem que tentei isso, mas não tinha muitas oportunidades para surfar lá fora. Eu meio que cai em algumas ondas, cometi alguns erros, mas finalmente consegui esse tubo no final pra vencer”.
Um grande público lotou a praia para assistir a primeira apresentação dos melhores surfistas do mundo no maior palco do esporte. As primeiras tentativas de surfar os tubos de Pipeline foram do potiguar Jadson André na bateria que abriu o Billabong Pipe Masters 2017 em memória a Andy Irons. No entanto, ele não conseguia sair da maioria e o francês Jeremy Flores completou os melhores para vencer por apenas 10,17 pontos nas duas notas computadas.
As ondas fantásticas que todos viram no início da manhã, já não estavam tão consistentes quando começaram as baterias. Somente na terceira, o número 4 do ranking, Julian Wilson, surfou um tubo muito bom que valeu nota 8,00, mas já havia cometido uma interferência e foi derrotado por Conner Coffin somando 6,33 com 4,23. O norte-americano é o penúltimo colocado no grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite e precisa de um bom resultado para confirmar sua permanência para o ano que vem.
Na disputa seguinte, o último do G-22, Bede Durbidge, também perdeu para o terceiro do ranking, Jordy Smith, que começou bem, achando um tubaço no Backdoor nota 8,67. O sul-africano logo tirou 7,90 em outro bom tubo para fazer o maior placar do dia, 16,57 pontos. O Brasil voltou ao mar no confronto seguinte e em dose dupla, com Gabriel Medina e Miguel Pupo estreando juntos com o havaiano Benji Brand. E o surfista que ganhou uma das duas vagas de convidados no Pipe Invitational disputado na sexta-feira, largou na frente com um tubo 7,17 e liderou toda a bateria.
MELHOR TUBO – Mesmo depois de Miguel Pupo surfar o tubo mais incrível da segunda-feira numa morra de 10 pés nas esquerdas de Pipeline. Ele dropou a onda de cabeça pra baixo, já botando pra dentro de um tubaço, sumiu na cortina d´água e saiu na baforada para arrancar nota 10 de três dos cinco juízes. Um deles foi cortado com a mais baixa e a média das outras três notas ficou em 9,93. Como ele tinha meio ponto da sua primeira tentativa de pegar um tubo, o havaiano Benji Brand permanecia na frente com as notas 4,67 e 7,17 das suas primeiras ondas e Medina em último sem surfar nada há 15 minutos do fim da bateria.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Surf - John John x Medina, Duelo de Gigantes

Fonte Waves_
Com um título mundial pra cada lado, Gabriel Medina e John John Florence lideram a troca de guarda do Circuito Mundial e muito provavelmente comandarão o Championship Tour nos próximos anos.
 Ambos chegam à Pipeline como grandes favoritos ao título, mas John John, líder do ranking, leva uma pequena vantagem sobre o brasileiro e depende só de si para levantar o caneco pelo segundo ano consecutivo.
 A favor de Medina pesa o fato de o brasileiro ter vencido as duas últimas provas (França e Portugal), além de ter sido o grande campeão do evento teste no Surf Ranch, que fará parte do Tour já na próxima temporada.
 Para acirrar a rivalidade, a revista Surfer editou dois clipes que mostram as notas superiores a 9.00 obtidas pelos surfistas nesta temporada. Confira.
Saiba as chances matemáticas dos candidatos ao título:
Julian Wilson
Precisa vencer a etapa e torcer para John John não passar da terceira fase, Jordy Smith não chegar à final e Gabriel Medina não chegar às quartas.
Jordy Smith
Precisa chegar à final. Se for segundo, Gabriel Medina não pode chegar à semifinal e John John não pode passar pela terceira fase. Vencendo em Pipe, o sul-africano precisa torcer para Medina perder antes da final e John John não chegar às quartas.
Gabriel Medina
Se chegar às quartas de final, John John não pode passar pela terceira fase e Jordy Smith não pode ser finalista;
Se for à semi, John John não pode passar pela terceira fase e Jordy Smith não pode vencer a etapa;
Se for vice-campeão, John John não pode chegar às quartas;
Se vencer a etapa, John John não pode ser o vice.
John John Florence
Se for finalista em Pipeline, garante o título mundial;
Se ficar em terceiro ou quinto, Gabriel Medina não pode vencer a etapa;
Se for nono colocado, Gabriel Medina não pode ser finalista e Jordy Smith não pode vencer a etapa;
Caso o havaiano perca na repescagem ou round 3, Medina não pode chegar às quartas, Jordy Smith não pode ser finalista e Julian Wilson não pode vencer a prova.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Surf - Billabong Pipe Masters decide campeão mundial e define os 34 para o CT 2018

João Carvalho – WSL South America Media Manager
Gabriel Medina (SP) (@WSL / Masurel)
O prazo do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons, começa na sexta-feira e tem até o dia 20 de dezembro para fechar a temporada 2017 do World Surf League Championship Tour. Os surfistas já estão escalados e o havaiano John John Florence e o brasileiro Gabriel Medina vão tentar o bicampeonato mundial, mas o sul-africano Jordy Smith e o australiano Julian Wilson têm chances de conseguir o primeiro título deles esse ano. Também em Banzai Pipeline será definida a lista dos top-34 que vão disputar o CT 2018 e a briga pelas últimas vagas no grupo dos 22 que são mantidos na elite, vai envolver quatorze surfistas na parte de baixo da tabela.
A batalha principal pelo título mundial está mais concentrada em John John Florence e Gabriel Medina, que venceu as duas etapas da perna europeia na França e em Portugal, última parada antes da grande final no templo sagrado do esporte na ilha de Oahu. O havaiano tem 53.350 pontos no ranking e o brasileiro está com 50.250, precisando no mínimo chegar nas quartas de final para atingir 53.700. John John confirma o bicampeonato consecutivo se chegar na final do Billabong Pipe Masters, o que ainda não conseguiu.
No entanto, se o havaiano parar nas semifinais, por exemplo, Medina ainda tem chance de lhe tirar o título se vencer o campeonato, o que ele também não conseguiu ainda, apesar de já ter feito duas finais em Banzai Pipeline. A primeira perdeu para Julian Wilson depois de festejar o título mundial em 2014. No ano seguinte, a decisão foi brasileira e Medina já tinha conquistado a Tríplice Coroa Havaiana e garantido o título mundial de Adriano de Souza ao barrar Mick Fanning nas semifinais. Mineirinho depois ganhou a coroa do Pipe Masters.
John John Florence pode ir dificultando as chances de Gabriel Medina a cada bateria que vencer em Pipeline. Se passar pela terceira fase, obriga o brasileiro a chegar na final para supera-lo. Se ganhar mais uma e avançar para as quartas de final, Medina já vai precisar vencer o campeonato, mesma situação se o havaiano chegar nas semifinais. Já os outros dois concorrentes, John John tira Julian Wilson da briga se passar pela terceira fase e acaba com as chances de Jordy Smith se avançar para as quartas de final.

Surf - Taylor Jensen é tricampeão mundial de Longboard

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Taylor Jensen (EUA) (@WSL / Tim Hain).
Depois de dois dias de espera, as ondas voltaram a apresentar boas condições na praia Jinzun Harbour no domingo, para fechar o Taiwan World Longboard Championship na Ilha Taiwan. O brasileiro Phil Rajzman ganhou o primeiro duelo do dia, mas perdeu a grande final para Edouard Delpero. Com a vitória, o francês igualou os resultados de Taylor Jensen na liderança do ranking, então foi preciso realizar uma bateria extra para definir o título e o norte-americano confirmou o tricampeonato, repetindo as suas conquistas de 2011 e 2012.
“Isso nem parece ser real para mim agora, mas estou muito feliz”, disse Taylor Jensen. “Essa semana foi uma verdadeira montanha-russa de emoções com a minha derrota nas quartas de final (para Phil Rajzman). Fiquei na expectativa vendo alguns concorrentes caírem e foi uma semana tensa para mim, fiquei muito nervoso e nem conseguia dormir direito. Então, quando vi que teria que surfar de novo, eu apenas tratei isso como se fosse uma final normal e foi muito legal ter uma bateria extra para decidir o título”.
 Isso só havia acontecido uma vez na história da World Surf League, para decidir o título mundial Pro Junior de 2011. Naquele ano, o brasileiro Caio Ibelli liderava o ranking das três etapas, mas o australiano Garrett Parkers igualou sua pontuação na última delas, na Austrália. Então, os dois tiveram que definir o campeão num tira-teima e Caio Ibelli ficou com o título. Agora, o fato se repetiu para definir o campeão mundial de Longboard de 2017.
O californiano Taylor Jensen tinha vencido a primeira etapa em Papua Nova Guiné e foi barrado pelo brasileiro Phil Rajzman nas quartas de final. Com exceção do carioca, os três outros semifinalistas tinham chance de igualar seus resultados com a vitória no Taiwan World Longboard Championship, pois haviam ficado em quinto lugar em Papua Nova Guiné. O único que poderia garantir o tricampeonato de Taylor Jensen sem precisar de uma bateria extra era o próprio Phil Rajzman se vencesse a etapa da Ilha Taiwan, mas ele não conseguiu.