terça-feira, 8 de maio de 2018

Surf - Brasil é vice-campeão na WSL Founders´ Cup

João Carvalho – WSL South America Media Manager_
Gabriel Medina (SP) (@WSL / Kelly Cestari).
A seleção brasileira foi vice-campeã na primeira competição por países na história da World Surf League. O Brasil liderou a disputa do título da WSL Founders´ Cup of Surfing apresentada pela Michelob ULTRA Pure Gold, até a última bateria disputada na piscina de ondas perfeitas criada por Kelly Slater em Lemoore, em pleno deserto da Califórnia. O sul-africano Jordy Smith garantiu o título para o time Mundo, formado também pela sua compatriota Bianca Buitendag, pela neozelandesa Paige Hareb, o taitiano Michel Bourez e o japonês Kanoa Igarashi, com os 4 pontos recebidos na última chance de vitória neste formato de competição que poderá ser utilizado na estreia do surfe nas Olimpíadas de Tokyo 2020 no Japão. Ele começou bem com nota 9,27 em sua melhor onda, que depois Filipe Toledo não conseguiu superar, nem Kelly Slater que foi o último a surfar e o resultado final das cinco baterias decisivas ficou em 8 pontos para a equipe Mundo, 7 para o Brasil e 4 para os Estados Unidos.
“É uma sensação incrível vencer como um time. Foi fantástico competir esses poucos dias aqui e isso só deixa a expectativa de coisas maiores e melhores por vir pela frente”, disse Jordy Smith. “Nós conversamos bastante como uma equipe durante todo o fim de semana e você não pode deixar passar nada quando se chega no dia da final. Você tem que deixar tudo de lado e se concentrar ao máximo, pois se conseguir fazer isso, você sairá com a vitória. Eu acho que o mais importante foi a determinação do time. Coletivamente, nós mantemos nossa confiança o tempo todo e nos apoiamos o tempo todo”.
Todos os 25 participantes aprovaram o sistema de disputa que a World Surf League inaugurou na Founders´ Cup of Surfing e competiram com entusiasmo defendendo seus países. Aproveitaram também, para conhecer melhor todo o mecanismo do funcionamento da piscina do WSL Surf Ranch, que vai sediar uma das etapas do World Surf League Championship Tour esse ano. No formato da Copa das Nações, foram formados cinco times com três homens e duas mulheres representando as três maiores potências do esporte, Brasil, Austrália e Estados Unidos, além da Europa e o time Mundo com surfistas de outros continentes.
“É uma honra fazer parte do futuro do surfe e representar o Brasil neste primeiro evento especial por países aqui nessa piscina fantástica”, disse Filipe Toledo. “Eu, o Gabriel Medina, o John John Florence, conversamos sobre como foi incrível surfar como uma equipe. Nós ficamos muito próximos um do outro, apoiando todos do time. Foi realmente uma experiência sensacional e certamente será um evento que sempre lembraremos de tão bom que foi competir neste formato por países”.
O trabalho tinha que ser em equipe, comandada pelos capitães de cada time, pois todas as ondas surfadas pelos seus cinco integrantes eram computadas. Eles tiveram três chances de pegar uma onda para esquerda e uma para a direita, para somar a melhor em cada direção no Jeep Leaderboard que classificava os três times com as maiores pontuações para as baterias decisivas do título da WSL Founders´ Cup of Surfing. Ou seja, tiveram que mostrar o seu melhor surfando de frontside (de frente para a onda) e de backside (de costas). As duas primeiras rodadas aconteceram no sábado e o Brasil ficou em quarto lugar na classificação geral, ou seja, fora do grupo dos três finalistas.
A recuperação veio no domingo, quando toda a seleção brasileira aumentou suas notas nas esquerdas, para passar para as baterias finais em segundo lugar no encerramento das fases classificatórias. Silvana Lima trocou um 5,68 por 7,67, depois Adriano de Souza subiu a dele de 6,83 para 8,67, Gabriel Medina de 6,87 para 8,53, Filipe Toledo de 7,83 para 9,40 e Tainá Hinckel trocou as duas dela, que foram bem baixas no primeiro dia. Filipe Toledo fez a maior somatória individual, 19,40 pontos com o primeiro e único 10 recebido no WSL Surf Ranch e que valeu um carro zerinho oferecido pela Jeep para a maior nota do evento. No total, o Brasil atingiu 80,47 pontos, abaixo somente dos 83,06 dos Estados Unidos.
“A vibe do nosso time foi ótima e todos se esforçaram para melhorar cada vez que entrava na piscina para surfar”, destacou o capitão da seleção brasileira, Gabriel Medina. “Estou muito feliz pela forma como nos apresentamos, apesar da decepção por não ter vencido. Nós surfamos muito bem como um time e foi um evento muito divertido para mostrar o que poderíamos fazer nessa onda. É bom compartilhar esse momento e conversar bastante com todos, especialmente com a Tainá (Hinckel) por ser tão jovem (14 anos apenas). Nós já estamos mais acostumados com toda a pressão, mas é tudo novo para ela, então demos muito apoio para quando ela chegar aqui no futuro, estar pronta para enfrentar toda esta atmosfera incrível desse lugar”.
A briga pela outra vaga na decisão do título terminou empatada em 78,96 pontos. O time Mundo alcançou esse número logo após a apresentação brasileira e a equipe australiana teve a chance de superar essa marca, principalmente porque Joel Parkinson e Matt Wilkinson estavam com notas baixas para trocar. No entanto, eles não surfaram bem de novo na piscina. Parko até trocou suas duas ondas do sábado, mas só conseguiu igualar o placar. Com isso, o capitão de cada time teve que definir um homem e uma mulher da equipe para um confronto tira-teima e foi aí que Jordy Smith começou a fazer diferença, ajudando na classificação do Mundo no desempate.
BATERIAS FINAIS – Na batalha final pelo título da WSL Founders´ Cup of Surfing, o sistema de disputa mudou. Nas fases classificatórias, cada surfista somava sua maior nota na esquerda e na direita para o seu time. Agora, os cinco integrantes de cada equipe foram divididos em cinco baterias. Nas três primeiras, a vitória valia 2 pontos para o time, o segundo colocado recebia 1 ponto e o terceiro nenhum. Na quarta e na quinta, a pontuação do vencedor aumentava para 4 e o segundo continuava com 1. Os capitães tiveram que definir a escalação dos seus surfistas para cada bateria.
Na primeira, Gabriel Medina garantiu os primeiros 2 pontos para o Brasil dando um show com uma das melhores apresentações do domingo. Ele variou as manobras em cada ataque na direita, com batidas, rasgadas, floaters e até um aéreo, além de um longo tubo de backside, para ganhar nota 9,67 dos juízes. O taitiano Michel Bourez tinha conseguido um 5,17 em sua melhor onda e depois o bicampeão mundial John John Florence fracassou, errando nas duas que pegou e ficou em último com nota 3,90.
EMPATE GERAL – A segunda bateria foi feminina e a californiana Lakey Peterson confirmou o favoritismo para igualar o placar em 2 pontos para os Estados Unidos, 2 para o Brasil porque a jovem catarinense Tainá Hinckel ficou em último e 2 para o time Mundo, pois a sul-africana Bianca Buitendag somou mais 1 por ter ficado em segundo lugar como o taitiano Michel Bourez na primeira. A norte-americana venceu com nota 8,0, contra 6,07 da sul-africana e 5,67 da brasileira.
Na terceira e última bateria com a vitória valendo 2 pontos, o japonês Kanoa Igarashi começou forte com nota 8,93 para colocar o time Mundo na frente com 4 pontos no total. O campeão mundial Adriano de Souza chegou perto de superar essa nota em sua melhor onda, mas recebeu 8,57 e ficou em segundo lugar, computando mais 1 ponto para o Brasil. Já o time norte-americano amargou mais uma última posição sem marcar nada com o californiano Kolohe Andino.
Aí veio a primeira batalha de 4 pontos e ela foi vencida pela cearense Silvana Lima, que surfou uma onda de forma incrível para receber nota 9,17 dos juízes. A havaiana Carissa Moore era até a favorita para vencer essa quarta bateria, mas o máximo que conseguiu nas duas ondas que surfou foi 8,77 e a neozelandesa Paige Hareb terminou em terceiro com 6,07. Com a vitória de Silvana, o Brasil retomou a liderança com 7 pontos, contra 4 do time Mundo e 3 dos Estados Unidos.
DECISÃO DO TÍTULO – A decisão do título ficou então para a última bateria e Jordy Smith colocou seus adversários nas cordas, surfando uma direita de forma impressionante. Ele acertou tudo, fez o tubo, completou aéreo e largou na frente com nota 9,27. Filipe Toledo foi o segundo a entrar na piscina e não conseguiu repetir a boa atuação na esquerda que tinha surfado na última classificatória. Ele recebeu 7,33 e na direita errou o aéreo que tentou logo no início. Com isso, o Brasil precisava da vitória de Kelly Slater para poder decidir o título num desafio extra com os Estados Unidos, pois os dois países ficariam empatados em primeiro lugar com 7 pontos.
No entanto, o idealizador e criador do WSL Surf Ranch, só conseguiu nota 8,00 na esquerda, 9,00 na esquerda e não superou o 9,27 do sul-africano, que acabou garantindo a vitória do time Mundo por 8 pontos. Como Filipe Toledo ficou em último e não marcou nada, o Brasil terminou como vice-campeão com 7 pontos e os Estados Unidos ficaram em terceiro com 4. Mesmo assim, Slater saiu festejando da piscina junto com a torcida que lotou as arquibancadas no domingo de muito calor no deserto da Califórnia, há 160 quilômetros do mar, mas com ondas perfeitas na piscina do WSL Surf Ranch.   
A WSL Founders´ Cup of Surfing foi transmitida ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo canal ESPN também aqui para o Brasil. Agora, todas as atenções voltam-se para a etapa brasileira do World Surf League Championship, com o Oi Rio Pro começando na próxima sexta-feira na Praia de Itaúna, em Saquarema, a “Cidade do Surf” da Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
SOBRE A WORLD SURF LEAGUE - A World Surf League (WSL) tem como objetivo celebrar o melhor surfe do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.
A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, realizando mais de 180 eventos globais que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.
Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL tem uma enorme legião de fãs apaixonados pelo surf em todo o mundo, que acompanham ao vivo as apresentações de grandes estrelas, como Tyler Wright, John John Florence, Paige Alms, Kai Lenny, Taylor Jensesn, Honolua Blomfield, Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Kelly Slater, Carissa Moore, Gabriel Medina, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais imprevisível e dinâmico entre todos os esportes no mundo.
Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com.
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João Carvalho – WSL South America Media Manager
(48) 999-882-986 – jcarvalho@worldsurfleague.com
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RESULTADO FINAL DA WSL FOUNDERS´ CUP OF SURFING:
Campeão: MUNDO – 8 pontos nas finais
Jordy Smith (AFR), Kanoa Igarashi (JAP), Michel Bourez (TAH), Paige Hareb (NZL), Bianca Buitendag (AFR)
Vice-campeão: BRASIL – 7 pontos
Gabriel Medina (SP), Adriano de Souza (SP), Filipe Toledo (SP), Silvana Lima (CE), Tainá Hinckel (SC)
Terceiro lugar: ESTADOS UNIDOS – 3 pontos
Kelly Slater, John John Florence (HAV), Kolohe Andino, Carissa Moore (HAV), Lakey Peterson
RESULTADOS DAS CINCO BATERIAS QUE DECIDIRAM O TÍTULO:
------cada surfista somou a maior nota recebida na direita ou na esquerda:
1.a bateria:
1.o: BRASIL – Gabriel Medina com nota 9,67 – 2 pontos
2.o: MUNDO – Michel Bourez com nota 5,27 – 1 ponto
3.o: ESTADOS UNIDOS – John John Florence com nota 3,90 – 0 ponto
2.a bateria:
1.o: ESTADOS UNIDOS – Lakey Peterson com nota 8,00 – 2 pontos
2.o: MUNDO – Bianca Buitendag com nota 6,07 – 1 ponto
3.o: BRASIL – Tainá Hinckel com nota 5,67 – 0 ponto
3.a bateria:
1.o: MUNDO – Kanoa Igarashi com nota 8,93 – 2 pontos
2.o: BRASIL – Adriano de Souza com nota 8,57 – 1 ponto
3.o: ESTADOS UNIDOS – Kolohe Andino com nota 7,77 – 0 ponto
4.a bateria:
1.o: BRASIL – Silvana Lima com nota 9,17 – 4 pontos
2.o: ESTADOS UNIDOS – Carissa Moore com nota 8,77 – 1 ponto
3.o: MUNDO – Paige Hareb com nota 6,07 – 0 ponto
5.a bateria:
1.o: MUNDO – Jordy Smith com nota 9,27 – 4 pontos
2.o: ESTADOS UNIDOS – Kelly Slater com nota 9,00 – 1 ponto
3.o: BRASIL – Filipe Toledo com nota 7,33 – 0 ponto
JEEP LEADERBOARD DAS TRÊS RODADAS CLASSIFICATÓRIAS PARA AS FASES FINAIS:
1.o lugar: ESTADOS UNIDOS – 83,06 pontos
17,80 pontos – Carissa Moore (HAV) – notas 9,43 na direita e 8,37 na esquerda
17,27 – Kelly Slater – notas 8,47 na direita e 8,80 na esquerda
17,23 – John John Florence (HAV) – notas 9,80 na direita e 7,43 na esquerda
16,23 – Kolohe Andino – notas 7,43 na direita e 8,80 na esquerda
14,53 – Lakey Peterson – 7,93 na direita e 6,60 na esquerda
2.o lugar: BRASIL – 80,47 pontos
19,40 pontos – Filipe Toledo – notas 10,0 na direita e 9,40 na esquerda
17,70 – Gabriel Medina – notas 9,17 na direita e 8,53 na esquerda
16,60 – Adriano de Souza – notas 7,93 na direita e 8,67 na esquerda
16,00 – Silvana Lima – notas 8,33 na direita e 7,67 na esquerda
10,77 – Tainá Hinckel – notas 5,10 na direita e 5,67 na esquerda
3.o lugar: MUNDO – 78,96 pontos
18,07 pontos – Jordy Smith (AFR) – notas 9,07 na direita e 9,00 na esquerda
16,30 – Michel Bourez (TAH) – notas 7,50 na direita e 8,80 na esquerda
16,06 – Paige Hareb (NZL) – notas 8,33 na direita e 7,73 na esquerda
16,00 – Kanoa Igarashi (JAP) – notas 8,83 na direita e 7,17 na esquerda
12,53 – Bianca Buitendag (AFR) – notas 4,93 na direita e 7,60 na esquerda
4.o lugar: AUSTRÁLIA – 78,96 pontos
17,50 pontos – Mick Fanning – notas 8,43 na direita e 9,07 na esquerda
16,86 – Stephanie Gilmore – notas 8,23 na direita e 8,63 na esquerda
16,50 – Tyler Wright – notas 9,33 na direita e 7,17 na esquerda
14,80 – Matt Wilkinson – notas 6,43 na direita e 8,37 na esquerda
13,30 – Joel Parkinson – notas 7,43 na direita e 5,87 na esquerda
5.o lugar: EUROPA – 72,98 pontos
17,67 pontos – Leonardo Fioravanti (ITA) – notas 9,57 na direita e 8,10 na esquerda
17,24 – Jeremy Flores (FRA) – notas 8,47 na direita e 8,77 na esquerda
14,37 – Johanne Defay (FRA) – notas 7,00 na direita e 7,37 na esquerda
14,00 – Frederico Morais (PRT) – notas 6,83 na direita e 7,17 na esquerda
9,70 – Frankie Harrer (ALE) – notas 3,83 na direita e 5,87 na esquerda

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